Negócios

Permuta em alta

Ao completar 2 anos, Clube de Permuta comemora crescimento de 30% no faturamento e expande negócios para o setor de franquias
Redação
Edição 132 - 04/07/2014

Pedro Vilela/Agência i7Dois anos de vida e já uma boa história para contar. Desde julho de 2012 no mercado, o Clube de Permuta, empresa de Belo Horizonte que inovou ao lançar o sistema de troca de serviços, sem movimentação de dinheiro e com segurança, registrou 40% de crescimento do primeiro para o segundo ano de operação. Para 2014, espera faturamento 30% maior que o de 2013, chegando a 1,5 milhão de reais por mês. Esses são só dois dos números positivos obtidos ao longo do trajeto. Por isso mesmo, os sócios Paulo Cesar Alkimim Oliveira e Leonardo Bortoletto decidiram dar um passo a mais, o lançamento de franquias.

“Quando resolvemos expandir o Clube de Permuta para outras praças, a melhor forma que enxergamos foi o franchising, porque é extremamente importante que o sócio local seja uma pessoa influente e com ótimo relacionamento na cidade onde vai operar”, explica Paulo Oliveira. Segundo ele, o franqueado é o dono do negócio no local e, além disso, ele tem uma das raras garantias de mercado no ramo de franquias. O Clube de Permuta oferece exclusividade na praça, ou seja, em uma cidade, só é possível haver um franqueado. Outra vantagem oferecida pela empresa é o investimento inicial, de aproximadamente 150 mil reais, abaixo do praticado em outros tipos de franquias, por exemplo os de vendas de produtos, que exigem montagem de loja, contratação de vendedores, dentre outros itens. Para ter uma franquia do Clube de Permuta, é necessária, basicamente, a instalação de um escritório de 80 metros quadrados. O prazo de retorno do investimento é estimado em 18 meses, informa Paulo Oliveira.

A entrada no segmento de franchising, no entanto, vem sendo feita com critérios, observa Leonardo Bortoletto. O primeiro deles é a definição da cidade. Inicialmente, estão sendo visadas as que têm Produto Interno Bruto (PIB) acima de 5 bilhões de reais, que são as que têm perfil para ter empresas de médio a grande portes, capazes de gerar negócios de interesse para os associados ao Clube. Elas estão sendo observadas e escolhidas em todo o país.

O candidato a franqueado também é escolhido a dedo. “Tem de ser uma pessoa com influência local”, diz Leonardo. Segundo ele, a pessoa passa por um teste para mostrar que é bem relacionado. “Ele tem de fazer um jantar na cidade, com a presença de empresários de setores diversos, para apresentar o Clube de Permuta. Se não conseguir colocar 15 pessoas nesse jantar, não tem o perfil que procuramos”, observa. Os negócios mais frequentes realizados dentro do Clube de Permuta são nas áreas restaurantes, gráficas, mídias. Os de maiores valores são os imobiliários, de internet e mídias, informa Paulo Oliveira.

A meta do Clube de Permuta é ter 15 franqueados no primeiro ano. Em negociação, já existem 3 cidades do interior de Minas e 4 capitais. Para iniciar o sistema, os sócios chamaram para o negócio Michel Saliba, investidor da área de franquias desde 2002. Ele será o franqueado máster do Clube. Isso quer dizer que ele é que vai trabalhar a expansão do clube para outras praças e a compra das franquias. “É um segmento muito diferente. Acompanho desde o início e é um sucesso como empreendimento. Vamos replicar o sucesso que é a unidade de BH”, diz. Dentre os diferenciais da empresa, Michel Saliba destaca o baixo investimento inicial, o que implica diretamente um retorno mais rápido para o franqueado. “Nosso negócio não requer luxo, investimento alto, estoque...”, enumera. Segundo ele, isso facilita na hora de escolher o franqueado: não precisa ser um empresário com muito dinheiro, mas, sim, com muito capital social.




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