Rotas para o futuro

Mais uma etapa

Três regiões de Minas discutem saúde e segurança no trabalho. Até o final do projeto, mais de 2 mil pessoas serão orientadas
Redação
Edição 128 - 23/05/2014

Rotas para o futuro - Foto DivulgaçãoAs regiões Norte, Sul e Alto Paranaíba foram as contempladas com os debates sobre saúde e segurança no trabalho, por meio do projeto Rotas para o Futuro, evento promovido por meio de parceria entre VB Comunicação, Fiemg e Sebrae Minas. Até o fim do projeto, previsto para maio, mais de 2 mil pessoas serão orientadas sobre o tema, que influencia no aumento da qualidade de vida e da competitividade das empresas. A advogada e especialista Maria Inez Diniz de Medeiros é a responsável por debater o assunto com empresários e trabalhadores da indústria.  

Pouso Alegre

O município experimenta momento único de expansão. A cidade atrai grandes investimentos como o da chinesa XCMG, fabricante de máquinas para construção que deverá ser inaugurada ainda neste semestre, e fornecedores de olho nas oportunidades que a indústria trará para a região. A Anac também já aprovou a construção do aeroporto de cargas no município, o que aumentará o dinamismo de sua economia. “Mas o excesso de postos e a burocracia ainda são entraves para um verdadeiro boom de desenvolvimento no Sul de Minas”, afirmou o presidente da Fiemg Regional Sul, Ary Novaes na abertura do Rotas para o futuro, dia 15 de abril.

Para Maria Inez de Medeiros, as empresas estão preocupadas e investindo como nunca nessa questão. O próprio evento, que lotou o auditório da Fiemg em Pouso Alegre, é uma prova da importância do tema para o setor produtivo. “O grande desafio da indústria é fazer do trabalho uma forma de produção com vida saudável. Não pode ser uma ameaça à saúde do trabalhador, mas atender às necessidades da empresa e do empregado.” No Brasil, os gastos previdenciários decorrentes de acidentes de trabalho somam mais de 15 bilhões de reais por ano. Estimular os empresários a colocar em prática a gestão de saúde e segurança em suas empresas é o grande objetivo do evento.

Montes Claros

“Vivemos o momento certo para gerar mais desenvolvimento para o Norte de Minas. Os empresários e os trabalhadores precisam estar preparados para aproveitar os grandes investimentos.” A afirmação do presidente da Fiemg Regional Norte, Adauto Marques Batista, foi feita durante abertura do Rotas na sede da Fiemg, em Montes Claros, no dia 23 de abril. Ele explicou que o tema escolhido foi consenso entre os empreendedores. “Despertamos a indústria norte-mineira para que o assunto não seja lembrado somente quando vira problema”, disse.

A advogada Maria Inez Medeiros mostrou aos empreendedores e profissionais da indústria local o arcabouço legal da área, com normas técnicas, portarias, leis esparsas e a jurisprudência existente, que norteia muitas decisões do judiciário. “Toda atividade de trabalho possui riscos característicos. O objetivo da legislação deve ser eliminá-los, o que ocorre, muitas vezes, sem grandes custos.” Ela mostrou, ainda, que saúde e segurança no trabalho são fatores de competitividade para a indústria. “Uma empresa mais segura e com empregados treinados tem maior produtividade. Além disso, tem reduzido o absenteísmo e a rotatividade.”

Patos de Minas

A principal cidade do Alto Paranaíba recebeu o Rotas no dia 25 de abril, na sede da Fiemg. “A ousadia da indústria, focada em inovação e em produção mais eficiente, deve sempre caminhar em direção à qualidade de vida”, afirmou o presidente da Fiemg Regional Alto Paranaíba, João Batista Nunes Nogueira. Para o empresário, do setor da construção civil, a indústria deve ter saúde e segurança como algo básico, primordial.

“Não há lei específica, mas artigos na Constituição, nos códigos Civil e Penal, decretos-lei, portarias e normas regulamentadoras espalhadas”, destacou Maria Inez de Medeiros. Acrescentou que o industrial deve estar atento ainda às orientações jurisprudenciais existentes. Para ela, a indústria que garante um ambiente de saúde e segurança ganha mercado à medida que aumenta sua produtividade. De acordo com a advogada, a melhor maneira de se garantir isso é com prevenção.




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