Coluna

Entre Aspas

Sueli Cotta
197 - 19/05/2017

Fotos: divulgação PMDB/MGA estratégia do vice

Desde que deixou claro seu interesse em assumir o governo de Minas, o vice-governador Antônio Andrade (PMDB) foi isolado. Esse distanciamento com o PT o deixa praticamente fora do governo, como tem dito a seus aliados. E a briga está longe de terminar. Andrade, que também é presidente do diretório estadual do PMDB, pode estender seu mandato se a direção nacional do partido decidir pela continuidade de Romero Jucá no cargo. Se isso acontecer, a aliança entre PT e PMDB nas eleições do ano que vem dificilmente irá se repetir. A bancada estadual, que apoia Fernando Pimentel, quer reverter a situação e trabalha pela aliança. Mas, até lá, outros obstáculos também terão que ser transpostos.

Economia parada

O rombo no orçamento da União de 139 bilhões de reais tem praticamente paralisado as obras e os investimentos no país. Só no Ministério dos Transportes, no primeiro trimestre, o volume de recursos caiu 2,4 bilhões de reais em relação a igual período do ano passado. Em 2016, a pasta havia investido, até abril, 5,1 bilhões de reais e, neste ano, foram 2,7 bilhõess. Só no Ministério da Defesa, o corte foi de 73%, enquanto no Ministério das Cidades, os investimentos caíram 60%. Com a dificuldade enfrentada pelo governo em retomar os rumos da economia, as previsões de investimentos vão ficando para depois. Pelo menos
1,6 mil obras estão paradas e, apesar das promessas, o governo não conseguiu retomá-las.

DivulgaçãoMarcha por apoio

Para marcar o início de sua gestão à frente da Associação Mineira dos Municípios, o prefeito de Moema, Julvan Lacerda (PMDB), pretende levar pelo menos 200 prefeitos para a 20ª Marcha, convocada pela Confederação Nacional dos Municípios em Brasília. A pauta de reivindicações tem dez itens considerados  prioritários, como o veto ao Imposto Sobre Serviços (ISS), as reformas previdenciária e tributária e emendas ao Fundo de Participação dos Municípios. Julvan pretende se reunir com a bancada federal mineira e com os três senadores que representam o estado para pedir apoio a essas reivindicações.

Tião MourãoConstituinte já

O presidente da Fiemg, Olavo Machado Jr., tem aproveitado os eventos de que participa para defender a convocação de nova Constituinte. O argumento é de que, passadas três décadas, a Constituição de 1988 acarretou aumento excessivo da carga tributária. Na época da promulgação, havia expectativa de que o país cresceria muito e haveria recursos de sobra para pagar benefícios. Não foi o que ocorreu. O desenvolvimento não veio na velocidade desejada, a conta chegou e tem de ser paga. Para ele, a inadequação da Constituição “é escancarada pela quantidade de ‘puxadinhos’ que abrigou ao longo dos últimos 29 anos. Desde que foi promulgada, já recebeu 95 emendas”. 

 

“Um político deve saber que o povo só quer a verdade” (Mário Covas)Divulgação




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