Economia

Corte nos juros

Visando micro e pequenas empresas, BDMG anuncia redução na taxa de financiamento em 30 produtos
Fernando Torres
197 - 19/05/2017

Túlio Pagnan/divulgaçãoO anúncio de que o BDMG irá reduzir os juros de financiamento em até 4,5% soou como um sopro de entusiasmo para o empresariado mineiro. Audaciosa, a ação inclui 1 bilhão de reais em subsídios, sendo que 70% deles vêm de recursos próprios do banco. A expectativa é de que o abatimento da alíquota ajude a aquecer a economia do estado, que amargou em 2016 o terceiro ano consecutivo de queda no PIB, mais precisamente -2,6%, segundo dados da Fundação João Pinheiro.


Com a estimativa de atingir 5 mil novos clientes, especialmente micro e pequenas empresas, a medida deve abranger 30 produtos ligados às estratégias do BDMG e alinhados à política de desenvolvimento do estado. Entre eles o Geraminas Social, com foco em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), em que o percentual mensal de juros cai de 1,69% para 1,55% ao mês. Já a redução do Geraminas, voltado para capital de giro, foi de 1,89% para 1,71% ao mês. “Também queremos fomentar a economia da cultura e do conhecimento, com o Minas Criativa, que terá, a partir de agora, taxa de 1,60% ao mês”, informa o presidente do banco, Marco Aurélio Crocco. Outros pontos de destaque são a economia verde e a modernização tecnológica.


As deduções do spread são reflexo direto da queda consecutiva da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central. “No caso do BDMG, ainda fizemos captações com custos mais baixos, reduzimos as despesas internas e aumentamos a previsão de desembolso para este ano, de 1,4 bilhão de reais para 1,55 bilhão”, relata Crocco. O presidente também menciona que, desde 2015, o banco tem buscado resgatar o D da sigla Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, induzindo setores estratégicos para a transformação produtiva do estado. “O objetivo do BDMG é ser capaz de gerar desenvolvimento por meio de escolhas intencionais, resgatando seu papel indutor”, afirma.


Nesse sentido, as estratégias para 2017 se baseiam em programas transversais e em diversas áreas, como inovação e agronegócio; e desenvolvimento social e regional. “Lançamos, por exemplo, edital para hospitais filantrópicos e apresentamos crédito especial para empresas localizadas em municípios com IDH menor que a média do estado”, enumera Crocco. O banco ainda retomou o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira, o Funcafé, e, para os próximos meses, prepara o lançamento de novo produto para o setor rural e de um programa para universidades.


O pacote integra o programa Mais Investimentos, criado recentemente pelo governo estadual e anunciado pelo governador Fernando Pimentel em março. As ações, já encaminhadas para a Assembleia Legislativa, incluem criação de fundos estaduais, por meio de projetos de lei, para captar recursos destinados a investimentos e à renegociação de dívidas de contribuintes.




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