Viver Minas

Energia nos negócios

Investimentos no setor de produção eólica traz bons frutos para o desenvolvimento da região
Lucas Rocha
199 - 16/06/2017

Elvira Nascimento

Fundado em 1974, o grupo Emalto se consolidou como uma das grandes indústrias do estado e do país. Está subdividido nos setores de indústria mecânica, estruturas metálicas, montagens industriais, energia, agronegócios, Torque Diesel, o Emaltech e a Fundação Emalto. Mas é o último projeto, inaugurado em fevereiro deste ano, que vem chamando a atenção e fortalecendo o crescimento da região do Vale do Aço, mais precisamente em Santana do Paraíso.


Com a criação da Emalto Energia em 2016, a empresa viu na produção de energia eólica uma oportunidade para a expansão de seus negócios, criando uma nova planta para a fabricação de peças que conectam os rotores às torres eólicas. “Esse interesse na produção de energia eólica é resultado das estratégias do grupo Emalto em expandir seus negócios entrando em outros nichos de mercado. A aposta neste setor já fazia parte dessas estratégias que vieram culminar com a expansão da geração de energia limpa em todo o mundo”, comenta Alexandre Torquetti Júnior, diretor administrativo da Emalto.


Em nono lugar na geração eólica do mundo, a produção desse tipo de energia no país tem sido incentivada pelo governo federal com investimentos, políticas públicas e até mesmo leilões de diversos parques eólicos com o objetivo de desenvolvimento desse mercado. Em 2014, a Emalto adquiriu uma área de 38 mil metros quadrados em galpões industriais da Usiminas com o intuito de adaptar as instalações para a produção de equipamentos para a indústria de óleo e gás.


Com a exploração do pré-sal, o projeto se tornou inviável e, desde então, foram anos analisando o melhor modelo de planta para a produção de bens de capital para um setor que estivesse provocando o aquecimento da demanda por materiais e equipamentos.
Atualmente, esses galpões sediam o parque industrial para a produção das peças das torres eólicas em uma estrutura inovadora, toda climatizada e bem organizada. Sem detalhar valores, o investimento focou na compra de equipamentos de usinagem para a fabricação do hub, peça em que se conectam os rotores e pás dessas torres.

Acreditando no potencial do projeto e na produção de uma energia mais limpa, o grupo Emalto já planeja expandir o investimento no setor e na produção de outras partes que compõem o equipamento. “Estamos no início do projeto com usinagens diversas e com previsões de intensificações na fabricação de caldeiradas e estruturas metálicas”, revela Alexandre Torquetti.




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