Artigo

Dois brasis

Olavo Machado
200 - 04/08/2017

Duas imagens opostas e contraditórias do país estão presentes nas páginas dos jornais, na televisão, no rádio e também nas redes sociais: de um lado, a Câmara decide se aceita ou não a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Michel Temer; de outro, em sessão histórica, o Senado aprovou ampla reforma da legislação trabalhista, estabelecendo novos parâmetros nas relações entre empregados e empregadores. Em outras palavras: de um lado, o Brasil que deu errado; de outro, o que deu certo.


Os brasileiros escolheram seu lado. No que se refere às investigações deflagradas pela Lava Jato, entendem que os fatos precisam ser esclarecidos, que os culpados devem ser punidos, e os inocentes, resgatados pela opinião pública. Mas a grande aspiração é ver prosperar o Brasil que dá certo e cujo símbolo mais emblemático é a aprovação da legislação trabalhista.


O que não podemos – e não temos o direito de fazer – é condenar gerações inteiras ao baixo crescimento econômico e, via de consequência, a tudo de danoso que é provocado pela recessão com a qual convivemos: desemprego (hoje são cerca de 14 milhões de trabalhadores, especialmente os mais jovens e menos quali-ficados) e à precarização de serviços essenciais nas áreas da saúde, educação, segurança pública e muitos outros.


Tudo que o país precisa é de serenidade e bom-senso que nos conduzam à estabilidade econômica, para que possamos retomar de forma consistente o crescimento sustentado. Só assim teremos condições de propiciar à população condições dignas. É preciso coragem – e por esta razão é absolutamente necessário expressar nosso reconhecimento aos parlamentares que, nos últimos meses, aprovaram mudanças fundamentais para a retomada da economia, a Lei da Terceirização e, agora, a reforma trabalhista. É preciso seguir adiante, pois inúmeras outras medidas clamam por aprovação. Só assim seremos capazes de construir um Brasil único, forte em sua economia e justo na distribuição dos frutos do crescimento.




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