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Sucesso com sotaque latino

Mineiro conquista Venezuela com talk show mais visto e planeja voar cada vez mais alto
REDAÇÃO VB
200 - 04/08/2017

FOTO  JULIANA FLISTER  AGÊNCIA I 7Ao deixar a pacata Morada Nova de Minas, o comunicador e cineasta Pedro Gravata não imaginava o quanto sua vida mudaria e se
tornaria tudo, menos pacata. Em 2013, ele desembarcou na Venezuela para exibir seu documentário sobre a Jornada Mundial da
Juventude e a vinda do papa ao Brasil, apaixonou-se pelo país e vislumbrou oportunidades.


Hoje, o mineiro apresenta e produz um dos talk shows de maior audiência do país, o Guayoyo con gravata. “Consegui conquistar certa popularidade por causa da divulgação de meu segundo filme, o Caribbean Paradise sobre os encantos da Venezuela em meio ao contexto de guerra civil”, relembra.


Com o Programa do Jô como referência, Gravata recebe celebridades e anônimos que possuem grandes histórias e projetos. “São pessoas que nem sempre têm fama, mas têm muito a falar. Isso acontece justamente em entrevistas sem muitas expectativas”, conta o apresentador, que planeja levar o programa para Miami.


Apaixonado pela Venezuela, Gravata não fecha os olhos aos problemas do país. “Quando você vê uma produtora que não consegue ter um sabonete em casa... Aí você se toca que precisa fazer alguma coisa”, diz. Em vídeo, ele se assumiu como oposição ao governo e comprou briga de “cachorro grande”. “Dei uma entrevista e voltei a reforçar minha posição. No dia seguinte, fui preso no aeroporto, fiquei três dias na cadeia, tomaram meu passaporte, sofri ameaças, minha conta foi bloqueada. Posso participar de programas de TV, mas as emissoras não podem exibir o meu”, denuncia.


Multitarefa, ele também sobe aos palcos na produção Yo nací cuando pise aquí, em que reflete sobre sua trajetória e interage com o público. Ainda coordena a Gravata, grife de camisas com estampas inspiradas em seu apelido. “Quando criança, minha mãe sempre me vestia com gravatas, Aí, todo mundo começou a me chamar assim”, diverte-se.


As memórias, inclusive, viraram tema de seu primeiro livro, o Diário de um seminarista, em que relembra os anos em BH como estudante
do seminário. "Éramos 30 garotos com personalidades diferentes, e nem todos queriam se tornar padres. Conto as fugas, os primeiros namoros, o ‘tráfico’ de revista pornográfica e outras coisas do nosso dia a dia”, revela.




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