Artigo

Sucessão mineira

Wagner Gomes
200 - 04/08/2017

Cansado de tanto embuste na seara política, o brasileiro está ávido por novidades. Nesse enfoque, alguns nomes mineiros se firmam no cenário, que revela vitalidade política.


Antonio Anastasia (PSDB), ao tornar-se relator do processo de impeachment, pôde demonstrar conhecimento técnico e competência, que se aliaram à sua vasta cultura geral e à paciência sem limites. Esse seu conjunto de atributos mostrou-o ao Brasil como uma pessoa virtuosa e de grande credibilidade, credenciando-o à sucessão nacional. Seu inegável poder de argumentação o transforma em destaque em qualquer debate político.


A partir das últimas eleições municipais, o nome de Rodrigo Pacheco (PMDB) começou a conquistar a simpatia dos mineiros, que conseguiram captar sua mensagem discreta, porém vigorosa e ética. Enquanto adversários se digladiavam, ele centrou seu foco e nos apresentou um projeto de futuro para BH. Passadas as eleições, continuou exercendo o mandato de deputado federal e tornou-se presidente da Comissão de Constituição e Justiça a partir de março – nessa condição, pôde conduzir os trabalhos iniciais alusivos ao processo contra o presidente Michel Temer. Nascido em Porto Velho, mas mineiro de coração e adoção,


Pacheco é reconhecido como parlamentar sério e independente, detentor de valores que se constituem em verdadeiro antídoto às pressões de quaisquer naturezas.Os prefeitos de Betim e de Belo Horizonte, Vittorio Medioli e Alexandre Kalil, ambos do PHS, estão em fase de se tornarem mais conhecidos, por meio de seus estilos peculiares, na gestão da coisa pública. Dinis Pinheiro, que deverá deixar o PP, retoma sua caminhada após submeter-se ao ostracismo por ter sido candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Pimenta da Veiga (PSDB). Presidente da Assembleia entre 2011 e 2013, agora ressurge, em trabalho de bastidores sem precedentes, que vem realizando pelo interior de Minas. Esses cinco nomes prometem um bom duelo no embate com Fernando Pimentel (PT), que tentará a reeleição em 2018, que pode, ainda, ter Marcio Lacerda (PSB) compondo esse cenário.




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