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Fernando Torres/Lucas Rocha/Maíra Leni/Guilherme A
201 - 11/09/2017

FOTO  RAFAEL MACHADO FELIPEO corpo que habito

Depois da fama nas redes sociais, o transgênero Tarso Brant não só atua na novela A força do querer, como também é braço direito de Glória Perez na construção da transexual Ivana (Carol Duarte). “Fui uma das pessoas que fizeram laboratório com a autora, trazendo um pouco das minhas vivências”, conta. Na trama, Tarso interpreta a si mesmo, mas ainda com o nome de batismo, Tereza – o qual, aliás, não renega. “Ao me assumir como homem, compreendi que, sem a Tereza, não teria me tornado quem sou hoje”, afirma. A troca de documentos só veio depois da transformação física, por meio de terapia hormonal e da retirada dos seios. E também da mudança de BH para o Rio, no fim de 2016, em busca da carreira de modelo e ator. “Estou adorando o ritmo das gravações e quero continuar no ramo artístico”, avisa.

foto  Pedro Vilela Agência i7Preciosidades nacionais

Com mais de cem tipos de pedras brasileiras à disposição, a arquiteta Flavia Cunha se aventura no ramo já há mais de 10 anos. Formada em desenho de produtos, ela levou de cara o prêmio AudITIONS, da mineradora AngloGold Ashanti. “Estava no Sul do país, fazendo a rota do vinho. Fui a muitas minas e foi lá que tudo começou”, recorda. Da estreia com uma linha de colares com gemas de ágata, a designer produz atualmente pulseiras, anéis e brincos com outras pedras, como topázio imperial e turmalina negra. “Transformar a pedra bruta em joia é uma integração do homem com a natureza. Não tem nenhuma igual à outra.”

foto  Pedro Vilela Agência i7Mil e uma faces

Incorporar um personagem não é tarefa fácil. Que o diga Flaviana Léo, atriz que dá vida à moradora de rua e prostituta Valdete, no curta Vira-Lata, ainda não concluído. “Toda interpretação é desafiadora, uma possibilidade de aprender algo novo. Se o personagem precisa saber dançar, eu aprendo. Se precisa saber lutar, eu luto. A maior felicidade de um ator é ver seu papel crescendo”, expressa. Apaixonada pelos palcos, Flaviana já escrevia e encenava as próprias peças como brincadeira de criança. Mais tarde, perseguiu o sonho, fazendo cursos de teatro no NET, em Belo Horizonte, e na Casa do Ator, no Rio. A próxima etapa é um curso profissionalizante em São Paulo. “Tudo que faço é pensando na construção do novo personagem.”

FOTO  TERRA FOTOGRAFIASem bandeira definida

Bonitos, sarados e heteronormativos, os irmãos Samuel e Davi Guimarães querem fugir dos estereótipos condicionados às aparências, demonstrando ter muito conteúdo. Gays assumidos, os dois lançaram um canal próprio no YouTube, o Gêmeos #SQN, com a proposta de debater o preconceito em todas as esferas da sociedade, dividir experiências e superações e ainda dar dicas de lifestyle. “Somos um canal LGBT, mas não vamos levantar bandeiras específicas. A ideia é fazer matérias leves com viagens, beleza, shows, festas, família e conversar com vários tipos de pessoas. É uma pegada mais humanizada”, explica Samuel.

FOTO  PEDRO VILELA  AGÊNCIA I 7

Gôndola econômica

A economia compartilhada chegou a Veneza. Em viagem solo à cidade, o advogado Thiago Naves deixou de passear de gôndola pelos canais devido ao preço salgado de € 80. “Foi quando tive a ideia de criar um aplicativo que conectasse viajantes avulsos, já que o valor é o mesmo para até seis pessoas”, conta. De volta a BH, ele e a administradora Ingrid Spichiger desenvolveram o app Go Gondola. “O usuário seleciona dia e horário para visitar a atração. Se outros turistas marcarem a mesma opção, dá match”, descreve. O advogado já vislumbra outros voos: negocia com o governo canadense uma experiência semelhante na CN Tower, em Toronto. “Estamos planejando aplicativos para os museus do Louvre e do Vaticano e para os buggies de Natal”, adianta.




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