Política

4 perguntas para João Doria jr., prefeito de SP

Potencial candidato à presidência, o tucano afirma que nenhuma questão política vai abalar sua relação com Geraldo Alckmin 
Sueli Cotta
203 - 01/11/2017

Desde que assumiu a prefeitura da maior cidade da América Latina, todas as atenções estão voltadas para João Doria Jr. De prefeito de São Paulo, em menos de um ano, Doria (PSDB) passou a ser potencial candidato à presidência. Abrir espaço a essa perspectiva política passou a ser objetivo de muitos de seus seguidores políticos e de legendas que começaram a acompanhar mais de perto sua trajetória. Ele sabe que não poderia ficar indiferente a essas investidas por muito tempo, mas avisa que é preciso paciência, conter a ansiedade para traçar essa nova trajetória em sua recém-iniciada carreira política. O maior inimigo que ele tem pela frente é a desesperança do eleitor em relação à política.

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Percebemos uma desesperança em relação à política. como trabalhar essa realidade, pensando nas eleições?
Com parcimônia, com cuidado e sem ansiedade. É preciso ter prudência, proteger o país, para que a economia apresente bons resultados. Precisamos ter serenidade e equilíbrio no Congresso, acreditando que é possível fazer a reforma da Previdência, ainda que não a plenitude. Qualquer passo que se der na reforma previdenciária será muito bem interpretado por investidores no Brasil e no exterior. Ao longo dos próximos meses é preciso ter equilíbrio, pensar menos partidariamente e mais pelo Brasil e, a partir de janeiro, aí sim, estabelecer um calendário eleitoral.

Como unir o psdb e não criar atrito com o governador Geraldo Alckmin caso o partido decida pelo nome do senhor para disputar a presidência?
Somos amigos e continuaremos amigos. Nossa amizade está acima da política. Alckmin é uma figura admirável na sua estrutura pessoal, na sua formação, na sua biografia política, como ser humano. É um homem de bem, como eu. São esses valores que nos unem e nos mantêm unidos, próximos e respeitadores um ao outro e vamos continuar. Não há nenhuma razão que nos afaste.

Como administrar sua imagem em meio às críticas?
Faz parte do jogo democrático, ainda que a intolerância esteja impregnada no Brasil, graças ao PT e aos partidos de extrema esquerda, que não toleram outras opiniões. A minha é bem diferente da deles, então, evidentemente me atacam. Aprendi com meu pai a ter altivez, grandeza e não devolver na mesma moeda. Vamos continuar fazendo uma boa gestão e mostrar que São Paulo, agora, tem na prefeitura um homem que trabalha.

Como São Paulo estava quando o senhor assumiu e como está a cidade agora?
Não quero falar mal de quem esteve à frente, mas fazer uma reflexão sobre as tarefas que temos cumprido, e bem!, de modernização, atração de investimentos, recuperação nas áreas de saúde, educação, habitação popular, ambiental, transporte público, redução de processos burocráticos, geração de empregos e apoio às atividades empreendedoras.




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