Conexão empresarial

Futuro em xeque

Sueli Cotta
205 - 05/01/2018

TIÃO MOURÃOO Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, acumula prêmios. Tirou nota máxima em pontualidade e está em 4º lugar geral entre os melhores do país na avaliação dos passageiros em pesquisa realizada pelo Ministério dos Transportes. Os investimentos no aeroporto chegaram a R$ 1 bilhão. A BH Airport, concessionária que administra Confins pretende construir uma nova pista de pouso e decolagem, além de uma rodoviária e um centro comercial. Desde que o governo federal autorizou a volta de aviões de grande porte na Pampulha começou uma discussão sobre o futuro dos dois aeroportos. A Anac autorizou 310 movimentos na Pampulha, o que significa 310 voos a menos no aeroporto internacional.
O assunto foi tema de debate no almoço-palestra especial em comemoração aos 120 anos de Belo Horizonte, promovido pelo Conexão Empresarial, evento da VB Comunicação, no espaço V, em Nova Lima. O diretor presidente da BH Airport, Adriano Pinho, acredita que a Justiça vai reverter essa situação. Os prejuízos, no entanto, já atingem os investimentos previstos. O BNDES suspendeu a liberação de R$ 500 milhões para a concessionária até a decisão sobre o que será feito no Pampulha.
O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Ricardo Rodrigues, também questiona a decisão do governo que, para ele, prejudica todo o setor, sem falar nos empresários que investiram no aeroporto internacional, mesma opinião de Fabiano Abrão, da CJ Imóveis, de Lagoa Santa. O representante dos moradores da Pampulha, Carlos Conrado, reclama que pelo menos 150 mil pessoas serão afetadas com essa decisão do governo. Além dos transtornos que serão causados aos moradores, ele disse que há sérios problemas de mobilidade na região. Jair Aguiar Neto, presidente da Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau, acredita que, com essa mudança, Belo Horizonte vai perder o fluxo de turistas na cidade, já que, na Pampulha, deve predominar o “bate-volta”, sem que o turista fique, se hospede, queira conhecer e gastar na cidade. O representante da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira, Diogo Paixão, também teme a diminuição da taxa de ocupação nos hotéis, que já enfrentam sérios problemas devido à crise econômica. vb




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