Artigo

O Brasil está começando

Paulo Cesar de Oliveira
207 - 05/03/2018

Passou o Carnaval e, para muita gente, o ano no Brasil está começando agora. Não é uma verdade, mas é uma máxima dos políticos e dos empresários. Nós, da VB, iniciamos as atividades do novo Espaço Conexão, com almoco-palestra do Conexão Empresarial que teve a presença do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles que, pela terceira vez, atendeu a um convite nosso e deu uma injeção de ânimo no empresariado presente. Indagado se seria candidato
à presidência da República este ano, desconversou, afirmando que sua decisão só seria conhecida no dia 7 de abril. Mas isto foi no início de fevereiro, antes do Carnaval. Agora, ele tem se mostrado mais ousado e já fala como um quase candidato. Meirelles pode ser um nome que não encanta os políticos, mas tem todo apoio do empresariado, que confia nele e aprova sua linha de ação na economia.
Neste início de março, foi a vez do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também candidatíssimo, falar para empresários e formadores de opinião no Conexão Empresarial. O tucano paulista é um dos que pressionou o senador Antonio Anastasia para que ele disputasse o governo de Minas. Alckmin quer o palanque de Anastasia em Minas, por reconhecer nele um dos puxadores de voto do PSDB no estado e por sua respeitabilidade. Anastasia pode ser o vice de Alckmin.
Esta sucessão presidencial promete ter 20 candidatos, mas poucos com chances reais. A incógnita do processo é ainda a candidatura de Lula, já julgado e condenado em segunda instância, portanto enquadrado na lei da Ficha Limpa. No entanto, há quem acredite, inclusive quadros históricos do PT, que, se for candidato, Lula será derrotado nas urnas, pois nunca se viu um governo tão corrupto quanto o dele. E não tem ninguém que o substitua dentro do PT, que foi um grande partido mas que entrou em baixa. A verdade é que Lula não preparou um substituto, como Aécio e FHC. Reinaram sozinhos, impedindo o surgimento de outras lideranças. No interior de Minas, político que age assim é chamado de “mangueira”: ninguém nasce debaixo dele. 




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