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Quarto com vista

Com 12 unidades em seis estados brasileiros, rede de hotéis Othon aposta em empreedimentos bem localizados e com panoramas incríveis
Fernando Torres
207 - 05/03/2018

DivulgaçãoDependurada sobre a praia de Copabacana, a vista do Rio Othon Palace é um desbunde. As paredes envidraçadas das suítes executivas, luxo e júnior rendem um panorama íntimo da orla, mas é na cobertura, no 30º andar, que o imaginário da Cidade Maravilhosa se concretiza. Cabem lá a piscina, o restaurante Skylab, a feijoada de sábado, o mar azul-esverdeado, o Pão de Açúcar e o Forte de Copa. Um baita “camarote’ para assistir ao réveillon mais famoso do Brasil!
A cobertura carioca é a menina dos olhos da tradicional rede hoteleira Othon – tanto que, recentemente, o edifício passou por investimentos na faixa de R$ 80 milhões. Mas a preocupação se espalha pelas 12 unidades do grupo. “Temos localizações privilegiadas e exclusivas. Priorizamos empreendimentos com vistas incríveis das cidades”, relata o mineiro Bruno Heleno, gerente corporativo de vendas e marketing e por quatro anos gerente do BH Othon Palace.
Com a fachada inserida na área de Proteção Estadual do Patrimônio Cultural, a própria unidade mineira se debruça sobre o verde do parque municipal e é cartão-postal da avenida Afonso Pena – ainda mais agora, avizinhada pelo painel recém-inaugurado da artista portenha Milu Correch, do Circuito de Arte Urbana (Cura.Art). Em Salvador, o Bahia Othon Palace se divide entre a praia de Ondina e a avenida Oceânica, palco da concentração do famoso Carnaval do Circuito Dodô (Barra/Ondina). Inaugurado em abril, o Othon Suítes Natal também faz bonito: mixa o trade corporativo e turístico, com vista para a faixa de areia da praia dos Artistas, localizada no bairro Petrópolis.
DivulgaçãoPara explorar estes mirantes, a nova aposta é o Raro Sky Bar, festa semanal nos rooftops. À beira da piscina, no 25º andar, a balada estreou em Belo Horizonte, em julho, às quintas, com drinques assinados pelo mixologista Filipe Brasil, cardápio do chef Manoel Pereira e som de DJs. “Cerca de 90% do público é formado por moradores jovens da cidade, que ainda não conheciam o hotel. Nossa visibilidade aumentou muito”, conta Márcio Alves, gerente-geral da unidade e funcionário da empresa desde 1982. Em outubro, a novidade chegou também à cobertura do Rio Palace e, em breve, deve ser testada em Natal.
O grupo, aliás, investe pesado na programação musical. Por meio do projeto Othon Music Night, atrações de peso se revezam no salão Copacabana, no primeiro andar do Rio Palace. Paralelamente, o cantor e guitarrista norte-americano John Pizzarelli, filho do lendário Bucky Pizzarelli, apresenta dois shows com canções de Frank Sinatra e Tom Jobim na noite de 10 de março. Salvador, por sua vez, retomou shows em sua área verde, comandados por Carlinhos Brown e a banda Timbalada.
Os resultados têm se refletido no bom nível dos check-ins. Nas Olimpíadas, a ocupação dos três hotéis do Rio – o Palace, o Savoy, também em Copacabana, e o Aeroporto – ficou em 98%, com diárias médias de R$ 397. Mesmo com o boom de hotéis em Belo Horizonte, a unidade mineira tem mantido a ocupação média de 60%, com diárias médias de R$ 220. “Durante a Copa do Mundo, fechamos quase todos os dias acima de 80%, com recorde de 95% em um dos jogos do Brasil. Este Carnaval também foi excelente. Tivemos 100% de ocupação entre os dias 10 a 12 de fevereiro. O hóspede valoriza nossa localização, bem central, que facilita o deslocamento”, relata Márcio Alves.
Localização, localização, localização. O mantra dos corretores de imóveis faz parte da história da rede, desde 1943, quando o pernambucano Othon Bezerra de Melo fundou a então Cia. Brasileira de Novos Hotéis. O primeiro empreendimento foi inaugurado no ano seguinte, no Rio: o Aeroporto Othon, a apenas 600 m do então novo, mas já movimentado, Aeroporto Santos Dumont. Na sequência, em 1954, o patriarca levou a marca para o centro nervoso de São Paulo, erguendo o icônico e megaluxuoso Othon Palace, colado ao viaduto do Chá. Com hóspedes ilustres como a rainha Elizabeth e o astronauta russo Yuri Gagarin, o hotel não resistiu à decadência da região e fechou as portas em 2008. Mas a marca não deixou de ter um representante na capital paulista, no caso, o The Time Suítes, no Brooklin, a uma quadra da avenida Berrini, nova via financeira da cidade.
DivulgaçãoNos anos 1970, o grupo investiu pesado na bandeira Palace, com a inauguração das unidades de Salvador, em 1974; Rio, em 1975; e Belo Horizonte, em 1978. Já nos anos 2000, adquiriu o Fortaleza Othon Palace e criou a bandeira Othon Flats (atualmente Othon Suítes), representada hoje por hotéis em São Paulo, São Carlos (SP), Araraquara (SP), Matão (SP) e Macaé (RJ). “Temos planos de expandir no Nordeste e em São Paulo. Ainda no primeiro semestre, provavelmente em abril, vamos lançar uma bandeira econômica”, adianta o gerente Bruno Heleno. Quando questionado sobre o nome da nova marca e os locais onde será instalada, ele faz suspense. “Está em fase de registro, e os empreendimentos ainda são embrionários e confidenciais.” 

Onde ficar:
Minas Gerais
Belo Horizonte Othon Palace

Rio de Janeiro
Rio Othon Palace, Copacabana
Savoy Othon, Copacabana
Aeroporto Othon, centro
Macaé Othon Suítes

São Paulo
The Time Othon Suítes, Brooklin
São Carlos Othon Suítes
Araraquara Othon Suítes
Matão Othon Suítes

Nordeste
Bahia Othon Palace, Salvador, Ondina
Fortaleza Othon Palace, Meireles
Othon Suítes Natal, Petrópolis




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