Cultura

Novo palco em Juiz de Fora

Depois de quase quatro décadas, cidade se prepara para receber moderno espaço de valorização da arte
Renata Rocha
207 - 05/03/2018

Paschoal Carlos Magno foi um legítimo homem dos palcos, fundador do Teatro do Estudante do Brasil, diplomata, crítico teatral e dedicado à arte como meio de elevação cultural. Seu nome não poderia ser mais apropriado para batizar a nova casa de espetáculos de Juiz de Fora, na Zona da Mata.
Vero EngenhariaDepois de anos de espera, a cidade finalmente inaugura, neste mês, o Teatro Paschoal Carlos Magno. A obra começou a ser construída em 1981, tendo sido interrompida pouco depois e retomada em 2015, quando foi realizada licitação, com orçamento de R$ 6,15 milhões, garantido pela prefeitura junto à Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais.
O prefeito Bruno Siqueira (MDB) afirma que a inauguração é um avanço não somente para a cidade, mas para todo o estado, pois será um espaço moderno, democrático, inovador, de valorização da cultura e aberto a todas as manifestações de arte, como teatro, dança, música, artes plásticas, audiovisual.
“Me sinto honrado de, mesmo em meio à crise, ter garantido a finalização de uma obra tão grandiosa. Um espaço vivo de cultura que ficou paralisado por tantos anos”, comenta o prefeito e complementa: “Ele já está sendo muito bem recebido pela população, principalmente pela classe artística, que, agora, terá um local que transcenderá gerações. Afinal, não é todo dia que se tem notícia de um teatro público construído e entregue à comunidade”.
O projeto inicial sofreu algumas alterações e foi executado sob responsabilidade do arquiteto da Secretaria de Obras, Leonardo de Paula, e do escritório Skylab Arquitetos, com suporte da Fundação Nacional de Artes e implantação da Vero Construções Engenharia. Todo o subsolo foi aproveitado para instalação de camarins, salas de ensaio, de geradores, entre outros espaços. O local contará também com área de exposições, café, salas de reuniões e o próprio anfiteatro, com capacidade para 400 pessoas.
A programação prevê temporada de eventos produzidos pela Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), responsável pela política cultural do município, com apoio de artistas e produtores locais, e, em breve, o lançamento do edital de ocupação. 




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