Coluna

Coluna do PCO

Paulo Cesar de Oliveira
199 - 16/06/2017

1 Lula continua na pista

Quem acha que Lula está morto depois de tantas denúncias encontra-se completamente enganado. Pesquisas apontam que ele continua fortíssimo e, se não aparecer um candidato com apelo popular, pode se eleger em 2018. Para alguns analistas, um nome que pode bater de frente com o petista é o prefeito de São Paulo, João Doria Jr., possível escolhido pelo PSDB se o governador Geraldo Alckmin abrir mão da candidatura. Ainda no tucanato, surge o nome do governador de Goiás, Marconi Perillo, que está no quarto mandato.

2 À espera de Palocci

A tensão do ex-presidente Lula nos últimos dias está diretamente relacionada ao potencial estrago que a delação do ex-ministro Antonio Palocci pode ter contra ele. Um dos homens fortes do petista, Palocci mostra que nunca brincou em serviço. Investigadores da Lava Jato descobriram que o Projeto Consultoria Empresarial e Financeira, controlada por ele, recebeu entre 2007 e 2015,
81,3 milhões de reais de 47 empresas. Isso só das empresas que transferiram valores superiores a 300 mil reais.

Cenário ideal

O ministro Luís Roberto Barroso traçou o cenário que desejaria ver concretizado nos planos político, econômico e social, a partir de um projeto progressista fundado no tripé democracia, livre iniciativa e justiça social. Para ele, os valores do futuro são os “perenes da filosofia moral”, quais sejam, a busca pela felicidade, o dever para com o próximo e a realização da justiça. Só falta combinar com os nossos valorosos políticos!

Sem espaço para aumento

Empresários querem mais eficiência do governo no lugar de impostos. O recado é do presidente da Fiemg, Olavo Machado Jr., que considera a carga tributária no país muito grande, penalizando a sociedade como um todo de maneira perversa. Para o líder empresarial,
não há mais espaço para novos aumentos, como o que está acontecendo em Minas Gerais com os preços de combustíveis e outros produtos. Olavo Machado acredita que, como o reajuste dos impostos passa a valer no ano que vem, até lá o governador Fernando Pimentel desista de colocá-lo em prática. Mesmo porque, se a economia não reagir, o problema do governo será muito maior.

Vade retro

O status de ex-presidente da Câmara tem revelado um karma maldito. Para quem não sabe, karma significa que os efeitos das nossas ações voltarão para nós no futuro. Que o digam Michel Temer, Aécio Neves, João Paulo Cunha do Nascimento, Severino José Cavalcanti Ferreira, Henrique Alves e Eduardo Cunha. Rodrigo Maia promete engrossar essa lista. A lista do Senado não difere muito e também promete nitroglicerina pura.

Valeu a torcida

O ainda senador Aécio Neves, bem antes do sorteio que distribuiu o seu inquérito para o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, confidenciava a aliados que torcia para cair, justamente, com o magistrado sorteado. É sua crença, inabalável, de que é imune às pressões. Crença que já era...

Dinheiro de boa origem

Quem se lembra do nome Posto da Torre? Foi lá que teve origem a ordem de batismo da operação Lava Jato por ser usado para lavar recurso sujo do esquema. Pois bem, dia desses ele estava em promoção. Perto de hotéis que hospedam parlamentares em Brasília, oferecia desconto de 10 centavos no litro da gasolina para quem usasse dinheiro vivo como forma de pagamento. E não questionava se o dinheiro era de boa origem... A fila ficou enorme e congestionou aquela região.

De cara nova

Marcio Lacerda (PSB)encontrou a forma de se apresentar para o eleitor e já tem até slogan: Minas de Cara Nova. A fama que ganhou de ser técnico e não político é explorada com o que ele chama de seu “jeito franco e sincero, um jeito mineiro de governar”. Para Lacerda, o que precisa existir é política com honestidade e ética.

3Identificando os devedores

Ao decidir modernizar a gestão em São Paulo, o prefeito João Doria, passou a cobrar de seus auxiliares respostas rápidas às demandas do município. Nesse processo, o secretário de Justiça, Anderson Pomini, tem sido peça-chave. Ele contratou empresas de tecnologia para organizar as informações sobre os devedores do município. O objetivo é fazer buscas no Google para tentar encontrar bens dos contribuintes, para que sejam cobradas as dívidas que estão há anos nas prateleiras. A nova tecnologia pretende mapear toda a rede de pessoas físicas e jurídicas para já entregar aos juízes todos os bens penhoráveis dos devedores. O sistema, segundo Pomini, estava defasado.

4Modernização dos processos legais

Uma das preocupações do presidente da Faemg, Roberto Simões, além da crise política e econômica, diz respeito ao rápido crescimento da população. Ele acredita que, em 30 anos, o Brasil precisará produzir 40% mais alimentos do que produz hoje, e isso só se dará com respeito ao meio ambiente, uso racional de irrigação, consciência e boas técnicas. Para tanto, a saída, segundo Simões, é a de fomentar a modernização dos processos legais, priorizando uma legislação mais eficiente e que realmente promova o meio ambiente. 

5Sem rumo

Os partidos políticos estão perdidos, sem saber que rumo seguir nas eleições do ano que vem. As pesquisas encomendadas apresentam resultados difusos e confusos. Vários nomes aparecem para a disputa ao governo de Minas, como o do governador Fernando Pimentel, do prefeito de Betim, Vitorio Mediolli (PHS), do ex-deputado Dinis Pinheiro (PP) e até do prefeito Alexandre Kalil (PHS). Mas até agora, ninguém sabe que linha seguir para conquistar o eleitor.

6A que ponto chegamos!

Estamos em uma democracia, comandada por partidos que se assemelham à estrutura do crime organizado, na qual a esperança comprou, com caixa dois, o medo. Ninguém vê uma saída e, percebam, já estão no forno novas delações. Tiririca (PR), o palhaço eleito deputado federal em 2010, com votação recorde, tinha como slogan: “Vote no Tiririca. Pior do que tá, não fica”. Ficou.




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