Especial

Beleza nos detalhes

Redação VB
200 - 04/08/2017

dO apelido “Princesa do Norte” já adianta: Montes Claros tem sangue real e guarda muitos tesouros. Eles podem até ser mais explícitos e conhecidos por todos, mas, em outros casos, ficam guardados a sete chaves para os moradores e os turistas que têm o privilégio de conhecer a cidade. Localizada no Norte de Minas Gerais, a cidade fica a pouco mais de 400 km de distância de Belo Horizonte, tem cerca de 390 mil habitantes e reúne boas opções de atrações culturais, históricas e naturais.

Não dá para falar de turismo em qualquer lugar do estado e não resgatar a religiosidade tão marcante na história por todos os anos. Em Moc, três pontos são imperdíveis na cidade: a igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição e São José, a Catedral Nossa Senhora Aparecida e a simpática igreja dos Morrinhos.

Sendo a mais antiga da cidade, fundada em 1852 e construída em 1859, a igreja da Matriz passou por muitas reformas ao longo dos anos e conserva o charme das construções do período Imperial. É impossível não passar um fim de tarde com a família na praça da Matriz com todo seu verde e o tradicional coreto. Já a catedral da cidade encanta os fãs de arquitetura com seu projeto no estilo neogótico, trazendo como elementos significativos o verticalismo, a rosácea, os vitrais, as terminações em agulha e o emprego de rendilhados e relevos na ornamentação exterior. Por fim, com toda sua simplicidade, a igreja dos Morrinhos, além de guardar a velha história da promessa de dona Germana Maria de Olinda, está situada em um local privilegiado, com vista panorâmica para toda a cidade. Não à toa, é um dos cartões-postais mais queridos dos moradores.

14 Outra preciosidade de Montes Claros que ganha a atenção de todo o país tem um sabor que ou você ama ou odeia. Trata-se do pequi, iguaria amada pela grande maioria dos montes-clarenses e que, nos dois primeiros meses do ano, atinge o auge da safra. É nesta época que acontece a Festa Nacional do Pequi, apresentando o potencial econômico, ambiental e social do Cerrado. O evento acontece no parque de exposições João Alencar Athayde, reunindo municípios do Norte de Minas em oficinas de teatro, artes plásticas, dança, literatura, artesanato, shows com artistas da terra, concurso gastronômico e palestras para a população.

Por falar em sabores, outra visita para deixar anotada na agenda é uma ida até o mercado municipal. Quando se fala em diversidade de produtos, ninguém imagina que o local seja de fato tão variado. Além do pequi, ali se pode comprar o óleo de pequi e o licor, o principal produto da cidade, a carne de sol, o requeijão e rapadura batida, o queijo frescal, doces e diversos produtos artesanais típicos. Os restaurantes servem pratos à base de carne de sol e mandioca, arroz com pequi, feijão tropeiro e feijoada.

O folclore e as tradições são dois pontos muito respeitados e enaltecidos. No mês de agosto, por exemplo, o Reinado de Nossa
Senhora do Rosário, uma das festas mais famosas e antigas da cidade, é seguido pelos rituais comandados por grupos de catopês, marujos e caboclinhos, que desfilam durante o dia pelas ruas com seus ritmos, roupas coloridas e danças nos cortejos. 274
Para quem quer se aventurar e apreciar a natureza, uma boa pedida é a visita guiada ao Parque Estadual da Lapa Grande. Administrado pelo Instituto Estadual de Floresta (IEF) e apenas a 10 km de distância do centro da cidade, o local é uma área de preservação ambiental de aproximadamente 7 mil hectares criado para proteger e conservar o complexo de grutas da Lapa Grande, com mais de mil pinturas rupestres e aproximadamente 60 grutas, sendo 50 catalogadas, matas ciliares e nascentes.

Inaugurado em 2014, o Museu Regional do Norte de Minas é outra atração que preserva o patrimônio cultural e a história não somente de Montes Claros como também de outras cidades da região. A construção, de 1889, é em estilo colonial e guarda uma mostra de que foi construída baseada em quatro eixos para contar a história do Cerrado. São eles: o meio ambiente, a ocupação territorial, o desenvolvimento regional e, o considerado principal, o eixo dos saberes, fazeres e celebrações.




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