Medicina

Pesquisa avançada

Trabalho de médico brasileiro poderá antecipar chance de paciente desenvolver doenças
Maíra Leni
201 - 11/09/2017

Pedro VilelaAlavancar uma carreira de sucesso não é tarefa fácil. Que o diga o cientista Álvaro Borges. Com apenas 34 anos, Álvaro, mineiro da pequena Cedro do Abaeté, ultrapassou essas barreiras e alcançou um importante patamar no ramo das pesquisas. Há seis anos, ele está morando na Dinamarca e realizando pesquisas ligadas a doenças como HIV e leishmaniose visceral.


“Sempre tive interesse em participar e realizar pesquisas profundas. Eu ia voltar para o Brasil, já tinha um emprego, quando vi a vaga para fazer doutorado na Dinamarca. Enviei meu currículo e consegui o lugar. Para o doutorado, eu ficaria três anos, mas já estou lá há seis com uma grande equipe e trabalhando em pesquisas de doenças infecciosas", conta.


Os planos para a carreira começaram em 2006, quando ele ainda cursava medicina na UFMG e era residente no Hospital das Clínicas de Belo Horizonte. Na curta, porém experiente carreira, Álvaro também foi médico do Exército brasileiro e trabalhou na fronteira Brasil/Colômbia. “Também morei na Amazônia por um ano. Lá, trabalhei com a comunidade indígena, fazendo estudos sobre a piomiosite tropical, que é uma infecção primária que dá em qualquer grupamento muscular”, conta.


No novo trabalho, Álvaro está estudando doenças imunológicas em pessoas que recebem transplantes. Basicamente, a pesquisa procura checar porque algumas pessoas desenvolvem complicações e outras não. “É um trabalho de medicina personalizada. Trabalho com o perfil epidemiológico com base na genética para desenvolver esse estudo. Com o resultado dessa pesquisa será possível dizer se o paciente tem altas chances de desenvolver uma doença no futuro,” afirma.


No mês de agosto, Álvaro veio participar pela segunda vez do congresso Aids in Bahia, onde falou sobre sua pesquisa especializada em HIV, junto com a equipe do cientista Jens Lundgren. E já neste mês de setembro, ele participará de uma conferência em San Diego para mostrar os primeiros resultados do vírus BK, descoberto na década de 1970.” Nossa pesquisa é direcionada para controlar o vírus e mantê-lo de forma latente. Pessoas com problemas renais são as mais afetadas,” esclarece.




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