Tecnologia

Objetos inteligentes

Plataformas mineiras de internet das coisas incluem automatização de empresas e sensores de segurança
Sueli Cotta
203 - 01/11/2017

Carros voadores, fotos com movimento e roupas invisíveis parecem coisas de filmes de ficção científica. Mas essas tecnologias estão cada vez mais próximas e adequadas ao dia a dia. Quem poderia imaginar que seria possível pagar contas usando o celular, de falar e ver as pessoas em qualquer parte do planeta usando o WhatsApp, o Facebook ou outras plataformas disponíveis? As inovações tecnológicas avançam tão rapidamente que aparelhos antes considerados de última geração se tornam ultrapassados com poucos meses de uso.
Os dispositivos que mudaram radicalmente a vida das pessoas no planeta têm um nome: trata-se da internet das coisas (IoT). São pensadas soluções para praticamente todas as áreas, desde manufatura, energia e utilidades, transportes conectados, área de saúde, edifícios, infraestrutura, indústria e tudo que esteja relacionado com a vida no planeta. Só no Brasil, a Internet das Coisas movimentou US$ 1,35 bilhão no ano passado.
Arquivo pessoalO Congresso de Soluções de OIT – Solutions Word Congress –, que aconteceu em Barcelona, em outubro, reuniu as principais cabeças pensantes do mundo tecnológico. O único representante de Minas no evento: Hudson Carvalho, da CH Tecnologia, que foi acompanhando os representantes da Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc). Durante três dias os participantes do Congresso tiveram acesso a mais de 200 palestras, painéis e apresentação das últimas invenções e das tendências de desenvolvimento de novas tecnologias. O mais importante nesta viagem, segundo Carvalho, foi perceber que, com todo trabalho desenvolvido em BH, usando capital humano da cidade, a
CH Tecnologia está na mesma linha de empresas como a Google, a Microsoft e outras gigantes mundiais. “Saber que somos brasileiros, mineiros e que estamos desenvolvendo produtos tão avançados quanto os deles nos enche de orgulho”, declara ele.
Chegar a esse nível de excelência, no entanto, demanda muito trabalho e inovação. Carvalho cita pelo menos dois produtos desenvolvidos pela CH Tecnologia que têm revolucionado o mercado. Um deles é o que permite a automatização das recepções, de empresas, prédios residenciais, fábricas e onde mais for possível, gerando maior eficiência no atendimento. A empresa também desenvolveu um sensor que foca na saúde e na segurança do trabalhador. Com essa tecnologia, é possível saber, por exemplo, se uma pessoa que trabalha em uma câmara frigorífica fica mais do que os 20 minutos permitidos por dia exposta a uma temperatura abaixo de zero grau. Quando isso acontece, é disparado um sistema que alerta o supervisor sobre os riscos para a saúde daquele funcionário e para o fato de estar infringindo a legislação trabalhista que determina o limite máximo de permanência naquele ambiente.
Oriol PagesA CH Tecnologia também está desenvolvendo um trabalho de inovação para o Minas Tênis Clube. São dispositivos para facilitar o acesso dos sócios às unidades do clube e emissão de boletos e outros documentos. O funcionamento é parecido com o de um caixa eletrônico de banco. Na mesma linha, a empresa ainda aprimora produto que permite monitorar a presença das pessoas dentro das empresas. Se o visitante entra em uma área restrita, a segurança é acionada.
Outra novidade que Carvalho trouxe do congresso na Espanha é o smart watch, ou relógio inteligente. Com essa tecnologia, é possível para um policial apontar o relógio para o rosto de uma pessoa e ter acesso imediato à sua identificação, com o levantamento da ficha da criminal, se houver.
De acordo com Carvalho, o grande problema nesses avanços tecnológicos não é que o Brasil não esteja preparado para absorvê-los. Na verdade, nenhum país está totalmente, já que, por ser muito novo, o conceito é difícil de ser aplicado e adicionado à rotina das empresas. “Para se ter uma ideia, a Microsoft estava comemorando o fato de ter instalado lixeiras inteligentes em uma cidade no interior da Irlanda. Porém, por ser uma tecnologia inovadora, as pessoas ainda resistem em usá-la”, conta. Segundo ele, as novas tecnologias são cada vez mais avançadas e estão disponíveis, o obstáculo agora, é preparar as pessoas e empresas para recebê-las e aplicá-las em seu cotidiano.




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