A inflação brasileira acelerou em setembro, com impacto principalmente do aumento da conta de energia elétrica e da alta nos preços dos alimentos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou avanço de 0,82% no mês, o maior resultado desde março, quando chegou a 0,88%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conforme informações da Agência Brasil.
O grupo habitação apresentou a maior contribuição para o resultado, com alta de 2,31%, impulsionada pelo encarecimento de 7,98% da energia elétrica residencial. A conta de luz teve impacto de 0,32 ponto percentual no índice, após recuar 7,63% em agosto. A variação está relacionada ao fim do Bônus de Itaipu, crédito que reduziu o valor das faturas no mês anterior. Também houve reajustes contratuais nas tarifas de energia em Belém, São Luís e Vitória.
Passagens aéreas e combustíveis ficam mais caros
O grupo transportes registrou alta de 0,89%, influenciado pelo aumento de 9,66% nas passagens aéreas. Os combustíveis também subiram, com avanço de 1,21% na gasolina, 3,16% no etanol, 1,69% no óleo diesel e 0,10% no gás veicular. Em outubro, a conta de luz deve ter um alívio com a adoção da bandeira tarifária verde, que não prevê cobrança adicional pelo consumo de energia.
Após três meses consecutivos de queda, o grupo alimentação e bebidas avançou 0,83% em setembro, enquanto os alimentos consumidos em casa ficaram 0,96% mais caros. Entre as maiores altas estão o tomate, com 37,76%, a batata-inglesa, com 24,07%, a cebola, com 10,14%, e o arroz, com 4,56%. Segundo o IBGE, condições climáticas, como frio e chuva, prejudicaram a produção e contribuíram para a elevação dos preços.
Com o resultado mensal, o IPCA acumulou 4,58% em 12 meses, acima do teto de 4,5% estabelecido para a meta de inflação. Em agosto, o acumulado era de 4,22%, após deflação mensal de 0,32%. A expectativa do mercado para setembro era de alta de 0,60%, enquanto a projeção para a inflação de 2026 estava em 5,01%, de acordo com o boletim Focus.
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