O volume de exames voltados à identificação precoce do câncer de intestino na rede pública de saúde apresentou forte avanço nos últimos anos. Dados reunidos durante a campanha Março Azul mostram que, entre 2016 e 2025, o Sistema Único de Saúde ampliou significativamente a oferta tanto de testes de sangue oculto nas fezes quanto de colonoscopias, refletindo maior procura da população por diagnóstico. As informações são da Agência Brasil.
Nesse período, os exames de sangue oculto passaram de pouco mais de 1,1 milhão para cerca de 3,3 milhões realizados anualmente, um aumento próximo de 190%. Já as colonoscopias cresceram de 261 mil para quase 640 mil procedimentos, com alta de aproximadamente 145%, consolidando a expansão do rastreamento na rede pública.
Em 2025, o maior número de testes de sangue oculto nas fezes foi registrado em São Paulo, com mais de 1,1 milhão de exames, seguido por Minas Gerais, com cerca de 693 mil, e Santa Catarina, com pouco mais de 310 mil. Na outra ponta, Amapá, Acre e Roraima apresentaram os menores volumes, todos abaixo de 3 mil exames no ano.
Conscientização e impacto social
Segundo avaliação de especialistas, o aumento está ligado à intensificação de campanhas de conscientização e à mobilização de instituições médicas. A ampliação de ações públicas, como mutirões, atividades educativas e divulgação de informações, contribuiu para levar mais pessoas aos serviços de saúde em busca de prevenção e diagnóstico.
Casos envolvendo figuras públicas também tiveram ազդեցão na visibilidade do tema. A divulgação de diagnósticos e mortes por câncer de intestino ajudou a estimular a população a observar sintomas e procurar atendimento. Entre 2023 e 2025, período marcado por episódios de grande repercussão, houve crescimento adicional nos exames realizados pelo SUS.
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