Economia

Pix por aproximação ganha limite definido pelo cliente a partir de quinta-feira (1)

firmbee office 620822 1920 (3)

A partir desta quinta-feira (1º), pagamentos feitos por Pix por aproximação poderão ultrapassar R$ 500, desde que o valor esteja dentro do limite definido para cada conta. Segundo a Agência Brasil, a mudança determinada pelo Banco Central permite que o cliente peça ao banco a alteração do limite, para cima ou para baixo, conforme as regras de segurança da instituição.

A retirada do teto específico foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho. A nova regra também alcança operações feitas por Código QR, chaves de acesso e pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance.

Não haverá um novo valor máximo único para substituir os R$ 500. Assim, uma pessoa poderá realizar um pagamento de R$ 600, R$ 1 mil ou outro valor, desde que o limite de sua conta permita a operação. O banco deverá oferecer no aplicativo uma ferramenta para o gerenciamento desses valores.

Ajuste é feito pelo aplicativo

Para modificar o limite, o cliente deverá acessar o aplicativo da instituição financeira, entrar nas configurações do Pix e procurar a área destinada aos limites ou ao gerenciamento do Pix por aproximação. Depois, será possível solicitar a redução ou o aumento do valor autorizado, seguindo os procedimentos de autenticação exigidos pelo banco.

A modalidade utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de inserir dados. Disponível desde fevereiro de 2025, o recurso pode ser utilizado pelo aplicativo bancário ou por carteiras digitais compatíveis, desde que a conta esteja previamente vinculada.

Crescimento ainda é limitado

Para realizar uma compra, o usuário informa que pagará com Pix, confere o valor e os dados da cobrança, aproxima o celular da máquina e realiza a autenticação solicitada. Dependendo das configurações do banco e da carteira digital, a confirmação poderá ser exigida antes da conclusão.

Com a possibilidade de pagamentos superiores a R$ 500, o Banco Central recomenda atenção aos dados exibidos na maquininha e no celular, além da manutenção do bloqueio de tela e dos mecanismos de autenticação. Também é indicado não entregar o aparelho desbloqueado a terceiros, acompanhar as notificações das transações e revisar periodicamente os limites.

Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix movimentou mais de R$ 3,73 trilhões em agosto, em cerca de 8,11 bilhões de transações. O Pix por aproximação ainda representa uma parcela pequena desse volume: foram 2 milhões de operações no mês, 0,06% do total. Em janeiro, haviam sido registradas 1,06 milhão de transações pela modalidade.

Créditos: Pixabay

Compartilhe