A preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entra na reta final com estudantes e professores concentrados na revisão do conteúdo já estudado. Segundo a Agência Brasil, a primeira prova será aplicada daqui a um mês, e a orientação é priorizar a resolução de questões, os simulados e a identificação dos assuntos mais recorrentes no exame.
No Centro de Ensino Médio 1 do Gama, no Distrito Federal, a preparação inclui avaliações multidisciplinares que reproduzem as condições do Enem. Os alunos são distribuídos em salas diferentes das habituais, preenchem o cartão de respostas com caneta preta e também têm as redações corrigidas e comentadas de acordo com os critérios do exame.
Professor de língua portuguesa e espanhola há 14 anos, Diogo Andrade considera possível avançar nos estudos durante os 30 dias restantes. Para ele, a prioridade deve ser a resolução de provas de edições anteriores e a busca por conteúdos de maior recorrência a partir das dificuldades identificadas nos exercícios.
A escola também prepara podcasts educativos sobre temas que podem aparecer em processos seletivos. Entre os assuntos abordados estão filosofia, redação, questão racial e latinidade. A unidade ainda prevê a realização de aulões de revisão entre o fim de outubro e o início de novembro.
Redação exige domínio do tema
Estudante do 3º ano, Rafaela de Araújo Caldas, de 17 anos, fará o Enem pela primeira vez e pretende conquistar uma vaga na área de computação. Moradora do Gama, ela concilia as aulas regulares com um cursinho preparatório on-line e, nesta fase, tem concentrado os esforços na revisão e na compreensão do formato das questões.
A redação também está entre as prioridades. Rafaela afirma que já conhece repertórios fornecidos pelo cursinho, mas pretende entender como utilizá-los de acordo com o tema apresentado. A prova exige um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas, escrito em modalidade formal da língua portuguesa, no qual o participante deve defender um ponto de vista sobre uma questão de natureza social, científica, cultural ou política.
Diogo Andrade orienta os estudantes a evitar modelos prontos encontrados na internet. Segundo ele, os avaliadores conseguem identificar quando o candidato apenas reproduz uma fórmula sem demonstrar domínio do assunto. Nas questões objetivas, o professor também recomenda que os estudantes não deixem respostas em branco, mas alerta contra a estratégia de simplesmente chutar.
Estudantes conciliam estudos e controle emocional
Gabriel Queiroz, de 18 anos, participou do Enem do ano passado como treineiro e afirma que a experiência ajudou a compreender a dinâmica do exame, principalmente a logística e a administração do tempo. Neste ano, ele busca uma vaga na licenciatura em língua portuguesa e considera matemática sua principal dificuldade.
O estudante dedica entre oito e nove horas por dia aos estudos, com videoaulas no YouTube e resolução de questões de provas anteriores. Para os fins de semana que antecedem o exame, pretende aumentar o ritmo, mas sem deixar de cuidar do controle emocional. Segundo ele, a extensão da prova exige atenção tanto ao conteúdo quanto à capacidade de administrar a pressão durante a avaliação.
O Enem utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI) para calcular as notas das provas objetivas, considerando o grau de dificuldade das questões e a coerência do conjunto de respostas. As orientações oficiais, os tutoriais de preparação e os cronogramas do exame estão reunidos no Guia do Enem, disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC).
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