Tecnologia

Exército reúne mais de 1,3 mil participantes em exercício contra ataques cibernéticos

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Mais de 1,3 mil participantes de 300 organizações, além de representantes de 14 países, participam nesta semana da oitava edição do Guardião Cibernético, exercício coordenado pelo Exército para simular ataques contra sistemas digitais e testar medidas de resposta a ameaças cibernéticas. Segundo a Agência Brasil, a atividade ocorre simultaneamente em Brasília, Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Recife, São Paulo e Curitiba, entre segunda-feira (21) e sexta-feira (25).

Promovido pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército, o exercício conta também com a participação da Marinha e da Força Aérea Brasileira (FAB). A programação reúne integrantes das Forças Armadas, órgãos governamentais, entidades reguladoras e operadores de infraestruturas consideradas estratégicas para o país.

Entre os setores envolvidos estão os de abastecimento de água, energia, telecomunicações e mercado financeiro. No Rio de Janeiro, as atividades são realizadas no Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicações (Digitech), da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Cenários reproduzem ataques complexos

Durante o treinamento, os participantes são colocados diante de situações que reproduzem ataques cibernéticos complexos e coordenados contra sistemas digitais semelhantes aos utilizados pelas instituições envolvidas. A proposta é testar a capacidade de atuação conjunta diante de incidentes dessa natureza.

O exercício também busca verificar a eficácia dos planos de contingência elaborados pelas organizações e identificar procedimentos necessários para responder a possíveis ataques. A integração entre diferentes instituições faz parte da estratégia de preparação para ameaças contra estruturas essenciais.

Defesa cibernética é setor estratégico

Segundo o Exército, a área cibernética é um dos três setores estratégicos estabelecidos pela Estratégia Nacional de Defesa (END). O segmento abrange sistemas informatizados utilizados em computadores, rádios e radares, além de equipamentos empregados em carros de combate e sistemas de defesa antiaérea.

Em nota, o Exército afirma que a reunião de instituições civis e militares no Guardião Cibernético amplia a preparação conjunta para situações de ameaça e a integração entre os participantes. A força também relaciona o exercício à proteção da segurança e da soberania nacional.

Créditos: Pixabay

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