A Avenida dos Andradas, na altura da Praça da Estação, volta a ser o palco oficial dos desfiles das escolas de samba e dos blocos caricatos de Belo Horizonte nos dias 16 e 17 de fevereiro. Com início antecipado das apresentações, a organização busca ampliar a participação de crianças, idosos e famílias inteiras, fortalecendo uma tradição que atravessa gerações na capital mineira. As informações são da Prefeitura de Belo Horizonte.
Na segunda-feira, dia 16, o Grupo de Acesso abre a programação a partir das 14h, seguido pelos blocos caricatos do Grupo A no início da noite. Já na terça-feira, 17, o Grupo Especial entra na passarela a partir das 18h. A mudança no horário marca uma nova etapa para o Carnaval de 2026, permitindo que o público acompanhe os desfiles ainda durante o dia.
Herança cultural e protagonismo das famílias
O reconhecimento do samba como Patrimônio Cultural Imaterial de Belo Horizonte, oficializado em 2024 após inventário realizado em parceria com a UFMG, consolidou a importância histórica das agremiações. A pesquisa Horizontes do Samba apontou que a base das escolas mineiras está na gestão familiar e na transmissão de saberes entre gerações.
Desde a fundação da Pedreira Unida, em 1938, a continuidade do carnaval belo-horizontino se sustenta na atuação de comunidades que mantiveram o samba ativo mesmo em períodos de menor investimento. Nos barracões e quadras espalhados pela cidade, o aprendizado acontece dentro de casa, com costureiras ensinando netas e mestres de bateria formando novos ritmistas.
A Velha Guarda do Samba de BH, criada em 1970, simboliza essa memória coletiva. O grupo reúne nomes que marcaram a história da festa, como o intérprete e compositor Mandruvá, falecido em 2023, cuja trajetória permanece como referência para as novas gerações.
Outro nome associado à resistência cultural é Mestre Conga, fundador da Inconfidência Mineira e reconhecido como Cidadão Samba perpétuo da cidade. Aos 97 anos, ele segue como símbolo da permanência do samba como elemento central da identidade local.
Os desfiles são realizados pela Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com as ligas das agremiações, e contam com apoio da CDL-MG, da Esportes da Sorte, do Supermercados BH, além de parceria cultural com o Sesc em Minas e patrocínio da Caixa Econômica Federal. Segundo a Belotur, escolas e blocos caricatos formam a base histórica do Carnaval da capital e seguem como pilares da celebração que movimenta a cultura e a economia da cidade.
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