Saúde

Alta de casos de sarampo na América do Norte leva especialistas a reforçar alerta para viajantes da Copa

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O avanço do sarampo nos três países que receberão partidas da Copa do Mundo de 2026 tem levado autoridades de saúde e especialistas a reforçarem a importância da vacinação de turistas brasileiros. Segundo a Agência Brasil, os Estados Unidos, México e Canadá concentram atualmente cerca de 70% dos casos registrados nas Américas, cenário que amplia a preocupação com a circulação internacional do vírus.

A infectologista Natalie Del Vecchio, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fiocruz, alerta que o principal risco está entre pessoas que viajam sem o esquema vacinal completo. Segundo ela, a imunização é fundamental para evitar tanto a infecção durante a viagem quanto a reintrodução da doença em território brasileiro.

Ministério da Saúde orienta atualização da caderneta

O Ministério da Saúde lançou uma campanha voltada aos brasileiros que pretendem acompanhar o Mundial nos países-sede. A recomendação é que a vacina Tríplice Viral seja aplicada pelo menos 15 dias antes da viagem. Crianças entre 6 e 11 meses devem receber a chamada dose zero, enquanto pessoas de 12 meses a 29 anos precisam ter duas doses registradas. Para adultos de 30 a 59 anos, é exigida pelo menos uma dose ao longo da vida.

Os números recentes mostram a dimensão do problema na região. O México passou de sete casos em 2024 para 6.152 registros em 2025, além de ter contabilizado 1.190 ocorrências apenas em janeiro deste ano. Nos Estados Unidos, foram registrados 2.144 casos em 2025 e outros 721 no primeiro mês de 2026. Já o Canadá notificou mais de cinco mil casos no ano passado, situação que levou o país a perder a certificação de território livre da doença.

O alerta ocorre mesmo após o Brasil ter recebido, em novembro de 2024, a recertificação de país livre do sarampo concedida pela Organização Pan-Americana da Saúde. A especialista lembra, porém, que a queda da cobertura vacinal foi responsável pela reintrodução do vírus no país em 2018, dois anos após a conquista da certificação anterior. Em 2025, o Brasil registrou 38 casos importados, enquanto em janeiro deste ano foram confirmados dois casos em pessoas sem histórico de vacinação.

Doença pode causar complicações graves

Altamente contagioso, o sarampo é transmitido por meio da fala, da tosse e da respiração, podendo ser disseminado antes mesmo de o paciente perceber os primeiros sintomas. Febre alta, tosse persistente, coriza, irritação nos olhos e manchas vermelhas pelo corpo estão entre os sinais mais comuns. A doença pode provocar pneumonia, encefalite, infecções de ouvido, parto prematuro, baixo peso ao nascer e até a morte, dependendo da faixa etária e das condições de saúde do paciente.

Créditos: Pixabay

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