Da redação

CAFÉ DE QUALIDADE

O CEO do Grupo BMG, Eduardo Dominicale, recebe a premiação, uma das mais tradicionais da cafeicultura brasileira

 

Produtora do Guima Café é uma das três vencedoras da principal
premiação nacional de qualidade do café para espresso

 

A Fazenda São Mateus Agropecuária voltou a colocar o cerrado mineiro em evidência no cenário nacional do café. A propriedade foi anunciada, em maio, como uma das três vencedoras do Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso, uma das mais tradicionais premiações da cafeicultura brasileira. O reconhecimento foi concedido a um lote da safra 2025 produzido pelo Guima Café, marca do Grupo BMG.

Com o resultado, a fazenda assegurou participação no 11o Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, previsto para o segundo semestre deste ano, no exterior. Na etapa nacional, até 40 produtores de café arábica de diferentes regiões brasileiras são selecionados para a fase final após análises conduzidas por especialistas, que avaliam critérios como aroma, equilíbrio, doçura, padrão da bebida e qualidade sensorial.

Para o CEO do Grupo BMG, Eduardo Dominicale, a conquista é reflexo do investimento contínuo em manejo, tecnologia e sustentabilidade no campo. “Essa conquista tem um significado muito especial. Ela comprova que conseguimos manter um padrão de excelência ao longo do tempo. É justamente isso que realmente nos orgulha: a consistência”, afirma o executivo. A premiação também remete a outro momento emblemático da história da fazenda. Em 2023, a propriedade conquistou o prêmio “Best of the Best”, promovido pela illycaffè, ao ser eleita produtora do melhor café do mundo, feito inédito para o Brasil até então.

Localizada entre os municípios de Patos de Minas e Varjão de Minas, no cerrado mineiro, a Fazenda São Mateus Agropecuária consolidou-se como referência na produção de cafés especiais de alta qualidade. A propriedade reúne certificações ligadas à rastreabilidade, responsabilidade ambiental e boas práticas agrícolas, entre elas Rainforest Alliance, Certifica Minas, AAA da Nespresso, Café Practices e Regenagri®.

vb ed304 junho 26 b 1 cafe com qualidade

Atualmente, o Guima Café tem capacidade produtiva de até 30 mil sacas por ano, das quais cerca de 70% são destinadas ao segmento de cafés especiais.

 A marca vem ampliando sua presença junto ao consumidor final com uma linha de cafés que valoriza diferentes perfis sensoriais e variedades. Entre os rótulos disponíveis na loja online estão Geisha, Mundo Novo, Papagaio, Seriema, Lobo Guará, Tatu e Paraíso Campeão. Cada produto apresenta informações detalha das sobre origem, safra, variedade, tipo de torra e características sensoriais, permitindo ao consumidor compreender nuances de aroma, acidez, corpo e finalização de cada café. O cuidado com a experiência se estende às embalagens. O Paraíso Campeão, por exemplo, é comercializado em uma garrafa de vidro desenvolvida exclusivamente para a versão em grãos.

AGRICULTURA REGENERATIVA AVANÇA NO CAMPO

 O Guima Café vem ampliando iniciativas liga das à agricultura regenerativa. Em 2025, a empresa iniciou a aplicação de biochar nas lavouras em parceria com a Stoclker e a Nespresso. Produzido a partir da pirólise de resíduos orgânicos, o biochar é um carvão vegetal de alta porosidade capaz de aumentar a retenção de água e nutrientes no solo, melhorar a atividade microbiológica e elevar a eficiência das lavouras. A tecnologia também contribui para a captura de carbono e para a redução do uso de fertilizantes e irrigação.

“Estamos integrando tecnologia e sustentabilidade de maneira prática no campo. O biochar abre caminho para uma agricultura mais eficiente e com ganhos ambientais concretos”, afirma Bruno Sampaio, diretor do Guima Café.

O material também ajuda a aumentar a resistência das plantas em períodos de estiagem e vem sendo apontado como uma das soluções mais promissoras para uma cafeicultura de baixo impacto ambiental. “Além de melhorar a saúde do solo e aumentar a resistência das plantas, a tecnologia ajuda a reduzir custos operacionais e fortalece um modelo de produção alinhado às exigências futuras da agricultura”, destaca Vinícius Nogueira, supervisor de qualidade do Guima Café.

vb ed304 junho 26 b 2 cafe com qualidade

A Fazenda São Mateus integra um experimento conduzido pela Epamig, em parceria com a Nespresso, que avalia os efeitos da agricultura regenerativa no controle biológico de pragas do café. O estudo começou em 2021 com o plantio de cobertura vegetal nas entrelinhas das lavouras, além da introdução de árvores e arbustos entre os corredores de café no Cerrado Mineiro.

Após cinco anos, o experimento reduziu em cerca de 30% a incidência do “bicho mineiro”, a praga mais temida pelos cafeicultores. Houve o aumento significativo de vespas e formigas que atuam como inimigos naturais das pragas do café e de ácaros predadores de ácaros pragas.

“Percebemos um aumento da diversidade de insetos benéficos de uma forma geral. Os insetos representam 70% dos animais, são considerados bioindicadores. Quanto mais espécies no local, mais próximo de um sistema de floresta”, explica Madelaine Venzon, pesquisadora da Epamig.

Segundo a pesquisadora, a agricultura regenerativa aproxima o cultivo do funcionamento natural dos ecossistemas, fortalece a saúde do solo, a biodiversidade e a resiliência das lavouras diante das mudanças climáticas.

Confira os produtos na loja on-line do Guima Café.

Site: https://loja.guimacafe.com.br/