O Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza para dar início à Campanha Nacional de Vacinação neste sábado, 28 de março, nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul. O objetivo é imunizar principalmente os grupos mais vulneráveis à forma grave da doença, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir de 60 anos e gestantes. As informações são da Agência Brasil.
O Dia D de vacinação ocorrerá simultaneamente nas unidades básicas de saúde, oferecendo atendimento gratuito à população. Algumas localidades anteciparam a campanha, como o Distrito Federal, que iniciou a imunização na quarta-feira (25), e a cidade do Rio de Janeiro, onde a aplicação começou na terça-feira (24).
Para aumentar o alcance da campanha, o governo enviará até quinta-feira (26) 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação, reforçando informações oficiais e incentivando a vacinação. A estratégia busca ampliar a confiança nos canais do Ministério da Saúde e estimular a participação da população.
Estratégia ampliada
Dados preliminares indicam aumento na circulação de vírus respiratórios em 2026. Até 14 de março, o país registrou 14,3 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com cerca de 840 óbitos, dos quais 28,1% foram causados por influenza. A vacinação é considerada a principal forma de prevenção, reduzindo internações, complicações e mortes.
A vacina influenza trivalente, atualizada para este ano, protege contra as cepas Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria). A imunização é realizada anualmente para acompanhar a evolução do vírus e garantir eficácia na proteção.
Além dos grupos prioritários principais, a campanha abrange profissionais de saúde, povos indígenas, pessoas em privação de liberdade e indivíduos com doenças crônicas. Para crianças de 6 meses a 8 anos, a quantidade de doses varia conforme histórico vacinal, podendo ser uma ou duas doses com intervalo mínimo de quatro semanas, e a aplicação pode ser feita junto a outras vacinas do calendário nacional, incluindo a da covid-19.
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