Saúde

DUAS ESPECIALIDADES, UM CONSULTÓRIO

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Renato e Patrícia Corradi: “entre nós, não há ego nem competição

 

Renato Corradi, urologista, e Patrícia Corradi, endocrinologista, têm em comum o bem-estar do paciente como prioridade

 

Em Belo Horizonte, a endocrinologista Patrícia Corradi e o urologista Renato Corradi dividem o mesmo consultório e, fora dele, a vida de casal. As especialidades são diferentes, mas a rotina profissional dos dois tem pontos de encontro, especialmente quando o assunto é saúde masculina. Eles trocam informações sobre pacientes, discutem casos e conversam sobre decisões relacionadas à carreira.

Para Patrícia, essa proximidade tem como base valores que os dois levam para a prática médica.

“Nós temos os mesmos valores, de priorizar a saúde e o bem-estar do paciente e colocar o paciente no centro”, afirma.

A escolha de trabalhar no mesmo endereço aconteceu de maneira bastante natural. O consultório é da família, fica em uma localização excelente e os dois atendem perfis de pacientes que têm algumas características em comum. O que começou como uma solução prática acabou incorporando à rotina profissional uma convivência que já fazia parte da vida dos dois.

A história de Renato com a medicina começou bem antes da escolha pela urologia. Filho de um médico urologista e professor, ele cresceu acompanhando a rotina do pai e conhecendo de perto a profissão. Durante a faculdade, interessou-se pela cirurgia e encontrou na urologia a especialidade que reunia as duas áreas que mais despertavam seu interesse.

“Desde criança convivo com a realidade e o dia a dia da medicina em razão de meu pai ser médico urologista”, conta.

Patrícia chegou à endocrinologia por outro caminho. Ainda na faculdade, interessou-se pela complexidade dos hormônios e sua relação com o equilíbrio do organismo. Durante a residência em clínica médica, passou a se dedicar também à prevenção e ao tratamento de doenças metabólicas, como obesidade, diabetes e alterações do colesterol, temas que continuam presentes em sua atuação.

São quase 20 anos de experiência entre hospitais e consultório, além de um período de formação no exterior. Entre 2014 e 2016, Patrícia esteve em Nova York, onde fez fellowship em doenças cardiometabólicas na NYU. A atuação acadêmica também faz parte de sua trajetória, com participação na formação de profissionais em cursos de especialização médica e pós-graduação.

No consultório, a endocrinologista valoriza a escuta e procura considerar o momento de vida de cada paciente, levando em conta aspectos físicos, mentais e sociais no acompanhamento. Para ela, não existe um modelo único de atendimento, já que as necessidades mudam de acordo com a realidade de cada pessoa.

“As demandas mudam de acordo com esse contexto, por isso, o prazo de acompanhamento é definido de forma muito individualizada”, explica.

Renato também trabalha com a proposta de um atendimento individualizado, baseado na atualização constante e nas evidências científicas disponíveis. Ele e sua equipe buscam acompanhar os avanços da medicina para oferecer aos pacientes o que há de mais atual, sempre dentro dos limites éticos e das recomendações científicas.

Embora endocrinologia e urologia tenham campos de atuação distintos, há situações em que as duas especialidades se aproximam. A saúde masculina é um desses pontos de contato, e Renato conta que, diante de possíveis alterações relacionadas à endocrinologia, costuma conversar com Patrícia sobre o caso e as possibilidades de conduta. Também há doenças endocrinológicas que podem ter indicação cirúrgica, criando outra área de diálogo entre os dois.

“O convívio e troca de experiências me torna um médico muito mais completo para ouvir, entender e tratar os pacientes”, afirma Renato.

Patrícia destaca em Renato a forma como se relaciona com os pacientes, além do compromisso e da dedicação que, segundo ela, aparecem nos resultados do trabalho. Renato, por sua vez, admira na esposa a disposição para buscar uma medicina de excelência, continuar se aprimorando e se dedicar a cada paciente.

“Entre nós, não há ego ou competição. Quando preciso, um recua para o outro avançar. Juntos, nós somos um time”, afirma Patrícia.

Cada um mantém sua própria especialidade e sua rotina de atendimento, mas o trabalho no mesmo espaço criou também um lugar de troca entre duas trajetórias diferentes dentro da medicina. Entre uma consulta e outra, Patrícia e Renato têm no outro alguém com quem podem discutir um caso, compartilhar uma dúvida ou simplesmente conversar sobre os desafios de uma profissão que faz parte da vida dos dois.

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