Imagem criada por IA- Microsoft Copilot
Ainda vamos ter muita agitação, muita demagogia até que o Parlamento – Câmara e Senado entre no primeiro recesso do ano, que vai de 17 a 31 de julho. Quando retornam, em agosto, deputados e senadores, normalmente, estão um pouco menos barulhentos até porque aí já estarão em campanha em suas bases e ausentes de Brasília.
Mas, enquanto estes dias não chegam, a demagogia campeia. Imaginem só, na Câmara já há um movimento, acanhado, é verdade, para se proibir de votar os beneficiários do Bolsa Família. Não é uma proposta nova. A PEC foi apresentada por um deputado do PL em 2023, mas voltou a ser lembrada agora sob o argumento de que o programa beneficia, e muito, o PT. A ideia de retomar a proposta ainda não ganhou força porque muitos deputados de outras legendas admitem que também são beneficiados pelo programa.
Outra proposta -não questiono se justa ou não – que tem mexido com os parlamentares: o fim da jornada 6×1 é sim um tema altamente eleitoreiro. Tanto é que o governo resolveu insistir nele exatamente no período eleitoral por saber que a resistência seria menor e as chances de aprovação, maiores.
É difícil para o parlamentar ficar contra tema de interesse num momento destes. Tanto é que, Davi Alcolumbre, muito espertamente, segura o andamento do projeto no Senado, pensando em deixá-lo para ser decidido após as eleições quando, certamente, será derrotado por pressão dos empresários. Estes são apenas dois exemplos de projetos de interesse da população – há outros como o Antifacção- que dormitam nos escaninhos do Legislativo em todos os níveis e que são lembrados apenas nos momentos de interesse dos parlamentares.
APÓS A COPA DO MUNDO DE FUTEBOL, O PAÍS VAI PARAR ATÉ O FINAL DAS ELEIÇÕES
O interesse da população não conta. Após a Copa do Mundo de futebol, o país vai parar até o final das eleições. Uma rotina que entrou para o calendário político, normalizada por interesses, na maioria das vezes, pouco republicanos.
