Belo Horizonte terá, entre 20 de agosto e 6 de setembro, um roteiro gastronômico dedicado a um dos pratos mais tradicionais de Minas Gerais. A 3ª edição do Festival do Tropeiro Mineiro reúne 46 bares e restaurantes espalhados por diferentes regiões da capital, criando uma oportunidade para conhecer receitas variadas de feijão tropeiro durante um passeio pela cidade.
A programação será lançada nesta terça-feira (18), no Mercado Central de Belo Horizonte. A proposta desta edição é apresentar o tropeiro a partir das características de cada estabelecimento, em uma experiência que leva o visitante a diferentes bairros e mostra como um mesmo prato pode ganhar preparos e identidades distintas.
O roteiro passa por regiões como Centro, Santa Tereza, Pampulha, Venda Nova, Prado e Bandeirantes, além de bairros como Cachoeirinha, Serra Verde, Camargos e Planalto. A variedade de endereços permite combinar a experiência gastronômica com passeios por diferentes áreas de Belo Horizonte.
Um passeio pela gastronomia mineira
Entre os participantes estão o Bar e Museu Clube da Esquina, em Santa Tereza, o Bolão Mineirão, na Pampulha, o Bar da Lora Savassi, na Savassi, o Restaurante Tropeiro de Minas, em Camargos, e o Tropeiro do Lisboa, em Serra Verde. A lista também inclui estabelecimentos no Centro, Prado, Planalto, Barro Preto, Funcionários e outros pontos da cidade.
A diversidade de locais é parte central da experiência proposta pelo festival. Em vez de concentrar as atividades em um único espaço, o evento transforma a própria capital em um circuito gastronômico, permitindo que cada participante escolha onde conhecer as diferentes interpretações da receita.
A história do prato também faz parte da experiência. A origem do feijão tropeiro está ligada ao tropeirismo dos séculos XVII e XVIII, quando homens que percorriam longas distâncias transportando animais e mercadorias precisavam de alimentos resistentes, fáceis de armazenar e adequados às viagens.
Feijão, farinha, carne seca, toucinho e sal estavam entre os alimentos levados nas bruacas, caixas de couro presas às cangalhas dos animais. A preparação recebeu influências das culturas indígena, portuguesa e africana e permaneceu na alimentação brasileira ao longo do tempo.
Hoje, o tropeiro aparece em diferentes versões, incorporando ingredientes, técnicas e características próprias de quem prepara o prato. É justamente essa variedade que o festival pretende apresentar, mostrando ao público as diferentes formas que a receita assume dentro de Belo Horizonte.
As receitas serão avaliadas por um júri formado por profissionais ligados à gastronomia, cultura, turismo e comunicação. Entre os integrantes estão Rosi Campolina, Carlos Nunes, Tessia Gonçalves, o chef Penninha, Ricardo Penna, Euzi Nascimento, Sérgio Moreira, Guilherme Araújo, Márcio Almeida e Simone Santos.
Com curadoria de Rosi Campolina, administradora do Portal Chef a Chef, o festival tem como conceito “Onde você estiver, tem um tropeiro perto de você!”. A programação ocorre de 20 de agosto a 6 de setembro, com 46 bares e restaurantes participantes em Belo Horizonte.
Créditos: Imagem gerada por IA

