Saúde

Vitamina D3, própolis e zinco ganham espaço no cuidado com a imunidade no inverno

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Com a chegada das temperaturas mais baixas e o aumento da circulação de vírus e bactérias, cresce a procura por alternativas voltadas ao fortalecimento do sistema imunológico. Entre os recursos que vêm sendo utilizados estão fórmulas manipuladas que reúnem ativos como vitamina D3, vitamina C, zinco, selênio, própolis, equinácea e betaglucana, em combinações definidas conforme as necessidades de cada paciente.

A manipulação farmacêutica possibilita reunir diferentes substâncias em uma única fórmula, ajustando dosagens e escolhendo a apresentação mais adequada para a rotina de uso. Cápsulas, gotas, sachês e gomas estão entre as opções disponíveis, reduzindo a necessidade de utilizar vários produtos separadamente.

Segundo a farmacêutica e coordenadora do Laboratório de Manipulação da Araujo, Mary Anne Senna, cada composto exerce uma função específica no organismo e, quando associado de forma adequada, pode contribuir para uma resposta imunológica mais eficiente. Ela ressalta que a escolha da formulação deve considerar as características individuais de cada paciente.

Ativos atuam em diferentes frentes da defesa do organismo

A vitamina D3 participa da regulação da resposta imunológica e auxilia o funcionamento das células de defesa. Já a vitamina C, conhecida pela ação antioxidante, contribui para o fortalecimento do sistema imune e pode favorecer uma recuperação mais rápida em casos de gripes e resfriados.

O zinco também desempenha papel importante na imunidade por atuar na divisão das células de defesa. O selênio, por sua vez, possui ação antioxidante e funciona como imunoestimulante, ajudando a compensar deficiências nos mecanismos naturais de proteção do organismo.

Entre os compostos de origem natural, a equinácea apresenta ação imunomoduladora e antiviral, estimulando a atividade de células responsáveis pela defesa contra agentes invasores. O própolis reúne propriedades bactericidas, antivirais e antifúngicas, além de favorecer a produção de anticorpos e auxiliar na modulação de processos inflamatórios.

Outro ativo utilizado é a betaglucana, que estimula as células de defesa e mantém o sistema imunológico em estado de alerta, facilitando o reconhecimento e o combate a agentes infecciosos.

Mary Anne Senna destaca que o uso desses ativos deve ser precedido de avaliação profissional. De acordo com a farmacêutica, a orientação de médicos, nutricionistas ou farmacêuticos é fundamental para definir uma formulação segura e compatível com as necessidades de cada pessoa.

No Laboratório de Manipulação da Araujo, em Belo Horizonte, as fórmulas são produzidas de forma personalizada e acompanhadas por farmacêuticos durante todas as etapas do processo. A unidade reúne mais de 230 profissionais, entre eles 19 farmacêuticos responsáveis pela produção diária de cerca de 1.200 fórmulas, que incluem cápsulas, sachês, cremes, géis, shampoos e medicamentos homeopáticos destinados às mais de 360 lojas da rede em Minas Gerais.

Crédito: Divulgação

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