Brumer: “O que se fez, ontem, serve para o amanhã
Wilson Brumer assume Instituto Cultural Filarmônica com missão de aprimorar governança corporativa e sustentabilidade financeira
Não é de hoje que Wilson Brumer rege orquestras. Desde os anos 90 – quando foi CEO da Vale e nos anos seguintes da Acesita, da Usiminas e da BHP Billiton do Brasil – ele afina grupos e dá ritmo para que as equipes corporativas toquem a mesma música. Administrador de formação, conselheiro de pelo menos 10 organizações ao longo dos anos, secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais de 2003 a 2007, Wilson Brumer assumiu, em fevereiro, a presidência do Instituto Cultural Filarmônica, entidade sem fins lucrativos que abriga a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.
Referência em gestão empresarial, Wilson Brumer dá sequência ao trabalho consolida do por Diomar Silveira, que esteve à frente do instituto por 18 anos. “O trabalho seguirá duas frentes: o aprimoramento da governança corporativa e a sustentabilidade financeira.” A Filarmônica tem parceria com o governo de Minas Gerais e, por ser qualificada como Organização Social, também está apta a captar recursos por meio de leis de incentivo, assinaturas e vendas de ingressos e doações privadas. A Filarmônica de Minas Gerais oferece, anualmente, assinaturas para cinco séries de concertos: Presto e Allegro, às quintas-feiras, Veloce e Vivace às sextas-feiras e aos sábados é a vez dos concertos Fora de Série.
POTENCIAIS E DESAFIOS
Habituado a criar soluções, o novo gestor do Instituto Cultural Filarmônica enxerga grandes potenciais e também grandes desafios pela frente. Os potenciais, segundo Brumer, estão nos próprios produtos que a Filarmônica oferece: as temporadas de grandes concertos na sala Minas Gerais – de padrão acústico internacional – projetos de educação, formação de público, fomento a novos talentos, laboratório de regência, concertos ao ar livre.
“Os concertos didáticos para crianças e adolescentes, que proporcionam o primeiro contato com a música de orquestra, têm público médio anual de 15 mil crianças e jovens da rede pública de ensino”, aponta o gestor, assinalando o numerário significativo, ainda mais em um estilo considerado pouco palatável para jovens.
Sobre os desafios, ele afirma que é um objetivo fortalecer, por meio do trabalho em equipe, a ampliação do número de assinantes e amigos da Filarmônica, sejam pessoas físicas ou jurídicas alinhadas à visão de levar música sinfônica de excelência a mais pessoas, como instrumento de desenvolvimento humano e social. “Precisamos comunicar melhor o que existe de bom em nosso estado, e a Orquestra Filarmônica é um desses ativos culturais extraordinários.”, aponta Wilson Brumer.
SOAR MAIS ALTO
A experiência – entre tantas outras, inúmeras – de ter estudado a fundo parcerias público-privadas em países como Inglaterra, Canadá, Chile e África do Sul para implementação em Minas Gerais na época em que foi secretário de Estado, Wilson Brumer traz para a gestão da Filarmônica.
Para além de competências técnicas ele aposta, também, nas habilidades finas, as softskills para o trabalho à frente do Instituto Cultural Filarmônica. “O que se fez, ontem, serve para o amanhã”, diz ele referindo-se ao conhecimento acumulado por meio das experiências. Trazendo para a orquestra, significa preservar toda a estrutura criada com maestria – literalmente – e ainda atuar para a melhoria contínua.
