Loja oferece produtos variados e tem clientes fiéis
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Ponto da Mandioca ganha fama com o produto, mas também oferece diferentes tipos de feijão, farinha, temperos e outros itens da roça
Quem passa pelo Mercado Central de Belo Horizonte em busca de produtos da roça pode encontrar uma surpresa no Ponto da Mandioca e das Pimentas. Entre mandiocas, palmitos, farinhas, feijões e temperos, os ovos grandes, muitos deles com duas gemas, chamam a atenção dos clientes.
À frente da loja está Alan Adriano Lopes Duarte, que mantém uma tradição familiar de décadas no mercado. A história começou ainda antes de Alan nascer. Segundo ele, o avô, pai de seu pai, iniciou a trajetória da família no Mercado Central vendendo doces e queijos. Depois, seu pai passou a trabalhar com verduras de folha.
Foi nesse ambiente que Alan cresceu e começou a ajudar o pai, ainda adolescente, por volta dos 12 ou 13 anos. Com o passar do tempo, ele alugou uma loja ao lado da do pai e começou a comercializar mandioca e pimentas. A mudança para os ovos veio depois, quando Alan decidiu deixar as verduras de lado.

O motivo era também prático: por serem produtos perecíveis, as perdas eram grandes. A relação com os produtos da roça também ajudou a levar os ovos para a loja. Alan conta que tem uma pequena fazenda, onde criava muitas galinhas. Como já trabalhava com produtos vindos da roça, começou a levar os ovos para vender.
A procura cresceu e ele passou a trabalhar com um fornecedor. Foi então que apareceu o ovo de duas gemas. Alan conta que viu os ovos grandes e ouviu do fornecedor que eles tinham duas gemas. Decidiu experimentar a novidade na loja. O produto agradou e acabou se tornando um dos destaques do estabelecimento.
A reação dos clientes costuma render situações curiosas. Alguns compram os ovos sem saber que podem encontrar duas gemas e voltam surpresos depois de quebrá-los em casa.
Apesar da fama dos ovos, o Ponto da Mandioca e das Pimentas tem uma variedade bem maior de produtos. A mandioca está entre os itens mais procurados, ao lado do palmito fresco e da manteiga de garrafa.

A loja também oferece diferentes tipos de feijão, farinhas da Bahia, farinha de tapioca, fubá de moinho d’água, temperos, pimentas, óleo e polpa de pequi, além de conservas e outros produtos da roça.
Permanecer no Mercado Central representa para Alan a continuidade de uma história familiar. Ele diz gostar do comércio, da conversa com os clientes e da possibilidade de conhecer pessoas diferentes todos os dias. A intenção é seguir no mesmo ritmo do pai enquanto puder.
“Eu amo o Mercado. Eu gosto de comércio, eu gosto de conversar com as pessoas, eu gosto de conhecer pessoas e eu continuo no ritmo do meu pai até quando não der mais”, afirma.
Para ele, depois de tantas gerações, o Mercado Central continua sendo parte essencial dessa trajetória.

