Tecnologia

PAISAGEM URBANA

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Totens permitem vigilância 360 graus

 

Totens e torres de segurança passam a integrar o cotidiano das cidades, em busca de mais uma camada de proteção

 

Eles estão surgindo nas esquinas, nas entradas de prédios e nas fachadas de condomínios, mas não passam despercebidos. Altos, visíveis e sempre atentos, os totens e torres de segurança vêm ganhando espaço nas grandes cidades brasileiras como parte de uma nova paisagem urbana, em que tecnologia e sensação de proteção caminham juntas. Mais comuns em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, esses equipamentos começam, agora, a chegar a Belo Horizonte.

Os totens e torres funcionam como pontos fixos de monitoramento eletrônico. Reúnem câmeras de alta resolução, leitura automática de placas veiculares e conexão direta com centrais de atendimento 24 horas. Diferentemente das câmeras isoladas, essas estruturas operam de forma conectada, ampliando a cobertura das áreas monitoradas. Além de registrar imagens, a proposta é atuar na prevenção: a presença ostensiva da tecnologia funciona como camada adicional de proteção e fator de inibição.

Entre as empresas que se destacam nesse movimento está a Gabriel, companhia brasileira de tecnologia voltada à segurança pública. A principal solução da empresa é o Camaleão, um sistema composto por câmeras de visão panorâmica com ângulo de 360 graus, insta ladas em áreas privadas e voltadas para vias públicas. Os equipamentos contam com leitura automática de placas e são integrados a uma Central de Monitoramento 24 horas e a um aplicativo que permite acompanhar imagens em tempo real, acessar histórico de gravações e enviar relatos de ocorrência.

A proposta da Gabriel é trabalhar em rede. Os equipamentos não funcionam de forma isolada, mas conectados entre si, formando áreas de proteção compartilhadas. “Não instalamos câmeras isoladas, conectamos equipamentos para formar uma área de proteção única e inteligente”, afirma Rodrigo Moura, gerente comercial da Gabriel em Belo Horizonte.

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Em quase seis anos de operação em grandes cidades brasileiras, a empresa acumulou resultados que ajudam a dimensionar o alcance da tecnologia. Segundo dados da própria Gabriel, o sistema já colaborou na análise de mais de 10 mil ocorrências, resultando na detenção de cerca de 700 suspeitos, na localização de 12 pessoas desaparecidas e na comprovação de inocência de nove pessoas. Ainda de acordo com a em presa, boletins de ocorrência que passam pelo seu ecossistema têm cinco vezes mais chance de resolução. Hoje, a rede é composta por mais de 17 mil câmeras inteligentes instaladas em diferentes cidades brasileiras, protegendo mais de 720 mil pessoas, sempre em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Belo Horizonte começa agora a entrar de forma mais consistente nesse mapa. A operação da Gabriel na capital mineira teve início em 2 novembro de 2025, com integração ao Sistema Hélios da Polícia Militar de Minas Gerais e ao Centro Integrado de Operações de Belo Horizon te (COP-BH), permitindo o compartilhamento estruturado de alertas e imagens.

Além da Gabriel, outra empresa que atua nesse mercado é a Vono, fornecedora de soluções integradas de segurança eletrônica e sediada em Belo Horizonte. A companhia trabalha com totens e torres de vigilância, que se diferenciam principalmente pelo porte e pela presença física. As torres são estruturas mais altas e imponentes e, os totens, mais com pactos. Em ambos os casos, a proposta é unir monitoramento contínuo, controle de acesso e análise de dados em projetos personalizados.

Segundo a Vono, a capital mineira vive um momento de mudança na forma de encarar a segurança. “Belo Horizonte vive hoje uma aceleração na adoção de tecnologias de monitoramento, mas o que impulsiona esse movimento não é apenas o acesso à tecnologia, e sim uma necessidade urgente de proteção”, afirma Angelo Salvador, gerente executivo da empresa. A demanda partiu principalmente de condomínios residenciais, mas se expandiu para empresas e comércios.

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Para quem convive com os equipamentos no dia a dia, o impacto é percebido na rotina. Moradora há mais de dez anos de um condo mínio no bairro de Lourdes, Lorena Arruda conta que um totem da Gabriel foi instalado no prédio em novembro do ano passado. “O totem chama atenção e é mais uma camada de segurança, que fica completa com o porteiro”, relata. Segundo ela, a mudança trouxe mais tranquilidade, especialmente à noite. “Quando volto do trabalho ou vou passear com meus pets, me sinto mais segura. Já me acostumei e conto com o item para a minha segurança no dia a dia.”

Ainda em fase de expansão, os totens e torres de segurança começam a se integrar ao cotidiano urbano de Belo Horizonte, acompanhando um movimento que já se consolidou em outras grandes cidades do país e que aponta para uma nova relação entre tecnologia, espaço urbano e sensação de proteção.

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