Marco Antônio Viana Leite: Mário Penna que estar mais próximo das pessoas
Presidente do Instituto Mário Penna fala sobre ações para colocar a casa em ordem e projetos de expansão
Uma das mais importantes instituições filantrópicas de Minas Gerais foi criada em 1963 como um abrigo para pessoas no final da vida. O Instituto Mário Penna recebeu esse nome em homenagem ao trabalho do oncologista que de dicou sua vida a cuidar de doentes com câncer. O voluntariado é a sua principal marca e, mesmo com todos os projetos de expansão, o principal objetivo da instituição é o de cuidar das pessoas. É com essa bandeira que Marco Antônio Viana Leite comanda o Instituto Mário Penna. Ele foi o convidado do Conexão Empresarial de março, que aconteceu no Centro de Referência do Queijo Artesanal, no Espaço 356.
No evento promovido pela VB Comunicação, revista Viver Brasil, blogdopco e jornal O Tempo, Marco Antônio contou que a sua ligação com o voluntariado e com o Mário Penna começou quando ele sofreu um acidente e conheceu o trabalho desenvolvido no Hospital Luxemburgo (mantido pelo instituto e que atende 100% pelo SUS) e a partir dessa ligação e do seu envolvimento cada vez mais intenso é que ele chegou à direção da instituição.
Mas essa trajetória para colocar a casa em ordem e garantir os recursos para o atendimento adequado aos pacientes não foi fácil. Eram dívidas acumuladas, salários atrasados, uma “depressão financeira, uma dívida de mais de R$ 100 milhões, mais de 1.300 protestos e um pedido de intervenção do Ministério Público”. Essa a realidade do Mário Penna nos últimos anos. Segundo Marco Antônio, era como se ele tivesse “comprado uma fábrica de anel e todas as pessoas começassem a nascer sem dedos”.
Foram tempos difíceis, mas a situação foi controlada, o propósito de salvar vidas foi ampliado e o Instituto Mário Penna se prepara, agora, para inaugurar, no dia 1º de maio, o Hospital Raja, na avenida Raja Gabaglia. A unidade vai atender majoritariamente mais de 30 planos de saúde, além de uma parte reservada também para o SUS. Vários equipamentos já foram comprados e o hospital vai, inclusive, realizar cirurgias robóticas de próstata.
O novo hospital funcionará em um prédio já existente, que passa por adequações estruturais e tecnológicas, nos mais de 14 mil m² de áreas construídas distribuídas em 18 andares. Marco Antônio afirmou que a unidade vai oferecer até 200 leitos, sendo 30 de UTI, mantendo o atendimento com corpo clínico, equipe multidisciplinar e serviços de imagem completos.
Além disso, Marco Antônio disse que o Mário Penna quer estar mais próximo das pessoas e por isso fez um acordo com o governo de Minas para atuar no hospital de Teófilo Otoni. Outra cidade que está recebendo o atendimento do Mário Penna é Betim, onde os pacientes já estão sendo atendidos em uma parceria de até cinco anos. Mas esse é um modelo de contrato que não é considera do o ideal e, por isso, o instituto tem planos de se instalar na cidade.
Em Belo Horizonte, o Mário Penna é responsável por 28% das cirurgias analógicas, 54% das radioterapias realizadas na cidade e 29% das quimioterapias. Outra preocupação de Marco Antônio foi a de diminuir o tempo de espera para o início dos tratamentos, que pelo SUS chega a 180 dias. Em parceria com o corpo médico, foi inicia do um trabalho em um ambulatório de concomitância para mudar essa realidade. No modelo de atendimento no Mário Penna, que demorava 45 dias para ser iniciado, o tempo foi reduzido para 14 dias e a meta é chegar a 7 dias para o início do trata mento.
O paciente já realiza, na primeira consulta, atendimento simultâneo com o radio-oncologista e o oncologista clínico. O Mário Penna tem atual mente 1.800 colaboradores, 400 contratados e 110 médicos. As dificuldades são contornadas, inclusive em relação ao repasse de recursos públicos, que muitas vezes requer uma boa dose de negociação. O recurso federal vai para as prefeituras, que re passam para as entidades filantrópicas. Mas nem sempre o dinheiro chega. O importante, segundo Marco Antônio, é manter o diálogo aberto.
Marco Antônio ressalta que esse não é um trabalho fácil e pondera que não adianta a população ficar esperando que o governo resolva todos os problemas “A sociedade precisa fazer a sua parte”. Ele também entende que é possível unir pessoas com posições políticas e ideológicas em torno de uma causa e o Mário Pena consegue unir todos com o objetivo de salvar vidas e de garantir um tratamento digno às pessoas.
Políticos, empresários, médicos, pacientes e voluntários enfrentaram chuva e congestiona mento para ouvir Marco Antônio no Conexão Empresarial. Todo esse prestígio tem um motivo: além da dedicação ao Mário Penna, Marco Antônio acumula prêmios. Ele foi um dos vencedores do Prêmio Excelência da Saúde realizado pelo Grupo Mídia, está entre os 100 Mais Influentes da Saúde em 2022 e 2023, recebeu prêmio na categoria Qualidade e Segurança e muitos outros como resposta ao seu trabalho.
