Ultrassom intravascular coronariano e OCT ajudam a estimar a gravidade do caso
Cardiologista aponta avanços no tratamento que reduzem risco e tempo de recuperação
Pacientes que, apesar da advertência médica sobre os fatores de risco ao coração, cultivam maus hábitos como o tabagismo, obesidade e sedentarismo, e que são hipertensos podem apresentar, em certo período a indesejada angina, dor no peito e falta de ar. Os tratamentos das doenças coronarianas para esses pacientes já foram mais difíceis. Nas últimas décadas, a ciência forçou o desenvolvimento de tecnologias avançadas e pouco invasivas da cardiologia intervencionista. Os procedimentos, tal qual conhecemos hoje, em nada lembram os primórdios dos tratamentos aplicados nos anos 1970, quando era necessário um catéter balão para chegar ao ponto de obstrução, insuflar o balãozinho do tamanho da artéria para desobstruí-lo.

Hoje, são muitas as tecnologias disponíveis, que facilitam o diagnóstico e oferecem menor tempo de internação e uma recuperação mais rápida e eficiente. O médico José Guilherme Carneiro aponta a evolução tecnológica através da Intervenção Coronária Percutânea (ICP).
Trata-se de um procedimento minimamente invasivo utilizado para desobstruir artérias do coração bloqueadas (aterosclerose) restaurando o fluxo sanguíneo. “A coronário grafia identifica o problema. Se nos anos 1970 o balãozinho introduzido inflava no tamanho da artéria, para se conseguir a desobstrução, a partir dos anos 1990, surge uma inovação, que foi o stent, uma molinha que é colocada sobre o balão, esse, do tamanho da artéria”, compara o especialista, que junto a outro médico, Antônio Carlos Neves Ferreira, chefia a equipe de Cardiologia Intervencionista do Hospital Mater Dei, unidade Santo Agostinho.

Já no início do novo milênio a tecnologia deu mais um empurrãozinho para a coronariografia e o Mater Dei abraçou o que o merca do disponibilizou de ponta para os pacientes com problemas cardiovasculares. “No início dos anos 2000, a intervenção com stent passou a contar com uma droga antiproliferativa, substância que inibe o crescimento acelerado de células, como o Sirolimus, que diminui a reestenose (o estreitamento da artéria coronária após a colocação do stent) e novas tecnologias análogas, com melhor potencial”, explica o cardiologista José Guilherme Carneiro.
