Economia

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

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Presidente da Gasmig detalha projeto de modernização da empresa e trabalho focado na interiorização e inovação

 

Desde que assumiu o comando da Gasmig em maio deste ano, Gustavo de Marchi tem levado adiante o projeto de modernização da empresa, que completou 40 anos. No jantar-palestra do Conexão Empresarial, evento promovido pela VB Comunicação, revista Viver Brasil, Blog do PCO e jornal O Tempo, De Marchi destacou o trabalho que vem desenvolvendo, focado na interiorização, na transição energética e na inovação.

Um dos desafios enfrentados por ele está na mudança de cultura para avançar com a expansão do gás molecular e o biometano em Minas Gerais. O estado, segundo ele, tem suas peculiaridades e muitos obstáculos pela frente, como o de fazer o gás chegar às casas do consumidor como acontece em outros estados.

Ele lembra que Minas Gerais é a terceira economia do país e tem uma posição geográfica especial, ao fazer fronteira com oito estados, dentre eles São Paulo. Uma posição importante no processo de interiorização do gás que, se gundo De Marchi, é o combustível da transição. “A matriz da Gasmig é reconhecidamente limpa e temos o desafio em relação ao custo e logística para atrair novos investimentos”, destaca.

Um dos pontos importantes para o setor está nas recentes mudanças com a aprovação do Redata, que prevê incentivos fiscais para data centers que utilizarem fontes limpas de energia e que será sancionado e regulamenta do e, também, nas regras do novo Marco Legal do Gás, que, segundo ele, estão redefinindo o setor permitindo maior clareza entre a oferta e a demanda, gerando impacto direto na empresa.

A Gasmig tem atualmente, 2.153 km de rede de distribuição, 1 bilhão de metros cúbicos de gás, em 56 municípios. O faturamento da empresa no último ano chegou a R$ 3,1 bilhões, com lucro líquido de R$ 515 milhões, com atendimento a 140 mil clientes. Para ele, é preciso romper a cultura do botijão de gás para atingir as casas dos consumidores, como já acontece em estados como São Paulo e Rio de Janeiro.

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A empresa está focada em quatro projetos, a começar com o gasoduto Centro-Oeste, considerado o maior projeto de expansão da malha distribuidora, que deve chegar a 300 km. A linha já tem 220 km e vai atingir oito municípios, de Betim a Divinópolis. Outro projeto importante está no Triângulo Mineiro, com o biometano, com investimento de R$ 1 bilhão na implantação da maior rede de gás renovável do país, dentro da proposta de descarbonização.

Em outra ponta, a Gasmig investe no Norte e no Vale do Aço, com 32 km de linha, atingindo também a área mineira da Sudene, na cidade de Naque. Além disso, tem o gasoduto que passa por Bragança Paulista até Extrema e de Extrema a Pouso Alegre para atender o polo industrial na região, que é uma das que mais cresce no país.

Esses são alguns dos projetos que estão sendo desenvolvidos a longo prazo pela Gasmig e que prometem uma forte expansão da rede de gás no estado. A empresa também investe em termoelétricas e em um projeto patrocinado pelo Ministério dos Transportes para trans formar a BR-381, a Fernão Dias, no primeiro corredor sustentável, com participação da Cemig levando energia para os eletropostos e a Gasmig levando o biometano.

A ideia, segundo Gustavo De Marchi é a de que a Gasmig deixe de ser só uma trans portadora de gás e passe a ser solução, com atuação na mineração, no agronegócio e na indústria.

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