A região da Pampulha, um dos principais cartões-postais de Belo Horizonte, segue consolidada como polo turístico da capital mineira. Segundo a Prefeitura de BH, levantamento divulgado pela Belotur mostra que visitantes permanecem, em média, quatro noites e meia na cidade, gastam mais de R$ 1,7 mil durante a viagem e avaliam de forma positiva a experiência na região, com destaque para segurança, limpeza e atrativos culturais.
Realizada pelo Observatório do Turismo de Belo Horizonte, a pesquisa ouviu 800 pessoas e identificou um perfil de público com elevado grau de escolaridade e renda. Mais da metade dos entrevistados afirmou receber acima de cinco salários mínimos mensais, enquanto 18,9% declararam renda superior a dez salários mínimos. A maior parte dos visitantes tem entre 31 e 50 anos.
Os dados também indicam forte presença de turistas mineiros, que representam 39,5% do público da Pampulha. Entre os visitantes de outros estados, São Paulo aparece na liderança, seguido por Rio de Janeiro e Espírito Santo. A maioria dos turistas se hospeda em hotéis ou flats, enquanto parte opta por imóveis alugados e hospedagem em casas de amigos e familiares.
Igrejinha lidera preferência dos visitantes
O Santuário São Francisco de Assis, conhecido como Igrejinha da Pampulha, foi apontado como o atrativo mais visitado da região, concentrando 28,2% das citações. Na sequência aparecem o Mineirão, a Casa do Baile, o Museu Casa Kubitschek e a orla da Lagoa da Pampulha.
A pesquisa mostra ainda que a Pampulha impulsiona visitas a outros pontos turísticos de Belo Horizonte. Quase 80% dos entrevistados disseram incluir outros roteiros na viagem, especialmente o Mercado Central, a Praça da Liberdade, os museus do Circuito Liberdade e o Mercado Novo.
O lazer aparece como principal motivo das viagens à capital mineira, citado por 64,1% dos turistas. Já o turismo de negócios e eventos representa 18,9% das visitas, envolvendo congressos, feiras e compromissos profissionais.
Conjunto Moderno da Pampulha
Neste mês, Belo Horizonte celebra os 83 anos de inauguração do Conjunto Moderno da Pampulha, criado em 1943. A cidade também se aproxima dos dez anos do reconhecimento do conjunto como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, título concedido em 2016. Mais da metade dos entrevistados afirmou conhecer a chancela internacional, e 43,58% disseram que o reconhecimento influenciou a decisão de visitar a região.
Outro destaque é a navegação turística na Lagoa da Pampulha, retomada pela prefeitura no fim de 2025. Segundo a Belotur, a iniciativa já realizou cerca de 200 viagens gratuitas, transportou mais de 5 mil passageiros e alcançou média de satisfação de 9,9. O levantamento aponta ainda que 66,8% dos visitantes demonstraram interesse em utilizar serviços de transporte aquático ou fazer passeios pela lagoa.
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