O Zoológico de Belo Horizonte promove neste domingo (31) uma programação voltada aos psitacídeos, grupo de aves que reúne espécies como araras, papagaios, maritacas, periquitos e cacatuas. Segundo a Prefeitura de BH, as atividades serão realizadas entre 10h e 12h, na Praça das Aves, em celebração ao Dia Mundial dos Psitacídeos.
A ação, organizada pela Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), terá bate-papo educativo e mostra de materiais biológicos relacionados às espécies. O público poderá observar ovos, penas, alimentos utilizados na dieta das aves e modelos didáticos que reproduzem estruturas como bico e patas.
Ações de bem-estar fazem parte da programação
Durante a atividade, algumas aves receberão estímulos sensoriais e estruturais dentro dos recintos. A proposta é incentivar comportamentos naturais das espécies, medida que integra o Programa de Bem-estar Animal desenvolvido pelo zoológico.
Segundo a assessora de educação ambiental da FPMZB, Roberta Martins, a programação também pretende conscientizar os visitantes sobre o tráfico de animais silvestres. Atualmente, 86% dos psitacídeos sob cuidados do Zoológico de BH vieram de apreensões realizadas em operações de fiscalização e foram encaminhados pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/IBAMA-IEF).
Brasil concentra maior diversidade de psitacídeos
O Brasil possui o maior número de espécies de psitacídeos do mundo. A presença dessas aves chamou atenção dos colonizadores europeus ainda no início do século XVI, quando o território chegou a ser chamado de “Terra dos Papagaios”, devido à grande quantidade de araras e papagaios avistados na costa brasileira.
As aves também passaram a despertar interesse na Europa. Espécies levadas pelos portugueses eram admiradas pelas cores das plumas e chegaram a figurar entre os produtos enviados do Brasil para Portugal.
Espécies variam de tamanho e comportamento
As araras estão entre as maiores representantes do grupo, enquanto maritacas e periquitos possuem porte menor. Apesar de serem aves conhecidas pela vocalização intensa, os psitacídeos são sensíveis ao excesso de barulho. Por isso, o zoológico orienta os visitantes a manterem o tom de voz baixo durante a visita.
Algumas espécies, especialmente os papagaios, conseguem imitar sons variados. O Zoo de BH alerta, porém, que esse comportamento não deve ser incentivado em ambientes sob cuidados humanos, já que pode afetar o bem-estar dos animais.
Alimentação e reprodução recebem cuidados específicos
Os psitacídeos possuem bico forte e recurvado, adaptado para quebrar sementes duras. No Zoológico de BH, a alimentação inclui ração específica e frutas variadas. Algumas espécies apreciam cocos de palmeiras, enquanto outras, como o papagaio-charão, têm preferência pelos pinhões da araucária.
Os casais costumam permanecer juntos por toda a vida e fazem ninhos em troncos ocos de árvores. Para reproduzir condições semelhantes às encontradas na natureza, o zoológico disponibiliza caixas-ninho e materiais vegetais, como folhas secas, serragem e pequenos gravetos, utilizados pelas aves na preparação dos ninhos.
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