Comportamento

A IMPLOSÃO POPULACIONAL

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Imagem gerada por IA:Microsoft COPILOT

 

Causou polêmica e motivou políticas de controle da natalidade o livro A bomba populacional, de Paul e Ana Ehrlich, de 1968, em que vislumbraram terríveis impactos do rápido crescimento da população mundial. Hoje, países preocupam-se com a redução das suas populações: até 2100, na China, Japão e vários países europeus, devem cair à metade! Aqui, sobrará 70% da atual. Só na África Subsaariana haverá crescimento. Isso, se os Netanyahu, Trump e Putin da vida, em seus mortíferos jogos de poder, não explodirem bombas atômicas. Nesse caso, a redução será muito maior.

No Brasil, exceto entre demógrafos, tal debate inexiste e o país segue como fezes sobre água, sem saber onde seremos levados e, pois, carente de políticas que nos conduzam a um futuro desejável.

O PAÍS SEGUE SEM SABER AONDE SEREMOS LEVADOS E, POIS, CARENTE DE POLÍTICAS

Num livro de 2002, o historiador James Belich explorou as consequências de uma significativa redução populacional, analisando a Europa Ocidental nas décadas posteriores à Peste Negra, que dizimou metade da população local, após o ano de 1345. Para muitas mentes atuais, impregnadas do credo capitalista, a redução da população é uma hecatombe: faltarão braços para a produção, os salários subirão excessiva mente! Sim, após a peste faltaram braços e subiram os salários, mas, Belich indaga: e depois, a que levaram essas mudanças? Ele argumenta que o colapso demográfico melhorou a vida dos sobreviventes e de seus filhos. Progresso técnico reduziu a demanda por braços, casas vazias reduziram o preço da habitação e, com menos humanos, sobraram recursos para compartilhar.

Assim, ao final do século 21 poderemos ter um excedente de habitações, alimentos e demais necessidades. O bairro onde o leitor vive poderá ter 70% dos habitantes atuais. Edificações demolidas podem dar espaço a áreas florestadas para reduzir a canícula decorrente da queima de petróleo. Isso, sem guerra atômica, cuja radiação impediria um ressurgimento, o qual depende de políticas públicas que o fortaleçam! Num país sem objetivos claros para o futuro.

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