O Anuário Cachaça 2025 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) destacou a Lamim, na Zona da Mata, com a maior densidade de cachaçarias registradas do Brasil. A cidade com pouco mais de 3 mil habitantes, possui dez estabelecimentos legalizados, o que representa uma cachaçaria para cada 323 moradores Segundo o anuário, esse índice nunca foi alcançado por nenhum outro município brasileiro.
Dos 19 cidades brasileiras com maior número de cachaçarias por habitantes, 13 são de Minas Gerais. (Veja ranking no final deste post). O anuário revela que Minas Gerais é o estado que tem mais registros, com 501 estabelecimentos, seguindo de São Paulo (179), Espírito Santo (81) e Santa Catarina (73). O Sudeste lidera o ranking com mais de 800 cachaçarias, seguidas pela região Nordeste (189) e Sul (183).
Temperaturas amenas, boa distribuição de chuvas que favorece o desenvolvimento da cana e a tradição de produção passada de pai para filho. O índice de Lamim é resultado destes fatores, segundo o fiscal agropecuário e químico do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Flávio Santos.
O fiscal atribui ainda como fatores a boa receptividade das ações do Governo de Minas por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater) e do IMA. A prefeitura e os produtores locais já discutem formas de ampliar a visibilidade da bebida, incentivar o turismo e criar uma identidade regional.
“Estamos felizes com essa boa projeção e queremos valorizar ainda mais nossos produtores, incentivar o aperfeiçoamento e a regularização”, avalia Juninho, lembrando que Lamin tem dado o exemplo para o Brasil e provado que, definitivamente, tamanho não é documento”, afirma o secretário municipal de Lamim, Juninho Pedrosa.
“A bebida é um símbolo da nossa cultura e um vetor da economia rural. “Minas tem orgulho de ser referência nacional na produção da bebida, e seguimos trabalhando para fortalecer ainda mais o setor”, destaca o secretário de Agricultura, Thales Fernandes.
Confira o ranking
A foto deste post é de Maria Teresa Leal / Seap