Política

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vb ed303 maio 26 b capa LEGO

IMAGEM GERADA POR  IA- MICROSOFT  COPILOT

 

Algo inimaginável há poucos anos, está acontecendo em velocidade estonteante no presente. O Irã, vilão oficial do planeta desde a Revolução Iraniana, começa a angariar simpatia ao redor do mundo, inclusive e incrivelmente, nos Estados Unidos. Enquanto isso, Israel antigo modelo de resiliência democrática, contenção militar e dinamismo econômico, vai aos poucos assumindo o papel de novo vilão mundial.

O Irã surpreendeu o mundo pela forte resposta militar que deu ao ser atacado e pela defesa firme de sua soberania. Ameaçou e atacou, todos os vizinhos que tenham de alguma forma colaborado com Trump e seu embriagado secretário de Guerra. Ao final, até a fiel Arábia Saudita impôs severas restrições ao uso de seus aeroportos pelas forças armadas estadunidenses. Mas acima de tudo surpreendeu na comunicação, em especial, com uma série de vídeos utilizando o visual dos filmes Lego e dialogando diretamente com o povo americano.

Foi um sucesso. Claro, o regime iraniano continua sendo uma ditadura teocrática que deve assustar a todos. Aliás seria bom que a nossa democracia começasse a criar impedimentos para a crescente mistura de religião e política. Afinal, um pastor não fala em nome de seus ideais políticos, mas fala em nome de Deus, que é infalível e deve ser obedecido.

De outro lado, Israel conseguiu manchar de forma indelével sua reputação pelo mundo. Certamente uma parte disso pode ser debitada ao antissemitismo, essa chaga milenar que tanto faz sofrer o povo judeu. Mas querer justificar essa reviravolta tão somente com base nisto é querer se auto enganar. Os abusos estão em vídeos diários, em livros, documentários e na voz de muitos judeus. Por sinal, nada mais danoso do que as declarações genocidas de políticos sionistas. A verdade é que nenhum país é isento de pecados, e reconhecê-los é o primeiro passo para corrigi-los. Quanto mais cedo Israel o fizer, menor será sua vergonha no futuro. Por enquanto, estão do lado errado da história.

Obviamente que tudo isto seria merecedor de uma análise muito mais ampla, mas para qual não temos nem tempo, nem espaço. Mas pode ser observada por qualquer um que não vista as viseiras do ódio.

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