Os ingleses se orgulham tanto de beber muito, de estar sempre bebendo, imaginei que Londres seria uma cidade super acordada, com pessoas aproveitando o tempo todo. Não foi bem isso que encontrei. Não estou dizendo que não gostei da cidade, pelo contrário!
Mas a vida noturna certamente deixa a desejar. Meia-noite já fica difícil achar um bar aberto, depois das 2 horas é impossível.
Para um povo que se gaba tanto de beber era de se esperar que os bares estivessem sempre abertos, mas parece que essa cultura perdura só durante o dia. Fiquei na área central de Londres, em Waterloo, e era complicado achar um lugar para encerrar a noite. O que mais frequentamos foi o bar de um hostel na esquina da onde estávamos, mas depois de meia-noite já era. Uma dica é a cervejaria Brewdog, fica aberta até as 2 horas e tem sempre movimento, o es paço é gigante. Entre o hotel e a cervejaria descobrimos ainda outro lugar: um túnel todo grafitado.

Dentro desse túnel tem um bar de futebol americano (sim, futebol americano!) que tem até camisa de time brasileiro pendurada. Só não me perguntem o nome, não faço ideia, só indo lá pessoalmente para descobrir. Uma área super agradável é o Theater District, vários estabelecimentos variados e mesas na calçada. Ficamos em um barzinho da esquina, fui no vinho esse dia. Para acompanhar, empanadas da loja ao lado! Outra experiência que recomendo é conhecer o The Hawley Arms, um bar que a Amy Winehouse costumava frequentar. É muito visitado por turistas, mas acho que acertamos no horário, fomos no fim de tarde e o movimento estava gostoso e até com várias pessoas da cidade.
Pelo que li, não sou a única a achar Londres parada, os pubs da cidade parecem ter sofrido muito com a pandemia e até hoje estão enfrentando as consequências. Os preços altos de aluguel e essa nova moda de reduzir o álcool não tem ajudado. Vai ver para nós, meros turistas brasileiros, seja melhor, afinal beber em libras não é fácil!