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E se Trump atacar a Colômbia, e roubar a Groenlândia dos groenlandeses e da Dinamarca? Mais que possibilidades, estas são probabilidades. Uma vez confirmadas, quem fará o quê? Qual resposta poderia dar a Dinamarca ou a UE? Um confronto militar é fora de questão, pois sabem não serem páreo para os EUA. Também Trump sabe que resposta militar é improvável, o que por certo lhe aumenta o ânimo para mais essa agressão ao direito, aos bons costumes, à civilidade e a um futuro de paz e prosperidade inclusiva.
No cálculo do reiterado agressor entrarão a provável reação da população norte-americana e a capacidade de seus aliados algoritmos moldarem/influenciarem tal reação. As mentiras sobre a posse de armas de destruição em massa (ou tráfico de drogas) poderão ser atualizadas e, repetidas, serão aceitas por parcela significativa dos norte-americanos. Qual parcela? Ignoro, mas os controladores dos algoritmos têm instrumentos para, e vontade de, se convencerem de que poderão conseguir que a maioria apoie tal roubo. Que não será vendido como tal, mas como necessidade urgente para a segurança nacional de uma América (do Norte) e seus oligarcas grandes novamente. E a humanidade menor.
E OS DIRIGENTES DINAMARQUESES E EUROPEUS PODERÃO FAZER O QUÊ?
E os dirigentes dinamarqueses e europeus, que certamente sabem dessas possibilidades cada vez mais prováveis, poderão fazer o quê? Ignoro, mas eles precisam se definir, com urgência, e criar alternativas não militares, pois o caminho da guerra não levará a bom futuro. E no Brasil? Alguns defenderão a necessidade de nos armarmos, inclusive com bombas atômicas, caminho de sucesso tão improvável quanto a tartaruga (nós) correr mais que o coelho (EUA), via certa para empobrecer ainda mais a maioria da nossa população e, por isso mesmo, ficarmos ainda mais fracos. Ao invés de nos armar, será melhor nos AMARMOS, viabilizando rápida melhoria das condições de vida dos mais pobres. Ao invés da ilusória e mal definida busca pelo “desenvolvimento”, mantendo o business as usual que tem destruído as bases da vida e mantido mais de 80% dos humanos na pobreza, temos de focar em melhorias significativas e concretas. Esse o único caminho para ficarmos mais fortes.
