Educação

FALANDO ALEMÃO

vb ed305 julho 26 capa falando alemao

Imagem simbólica/histórica

Imagem gerada por IA-Microsoft Copilot 

 

A recente cúpula da Otan foi mais uma oportunidade para Donald Trump exibir sua impressionante capacidade de provocar e ofender aliados históricos dos EUA. Uma demonstração inequívoca de sua incapacidade de compreender a importância daquela aliança.

Indiretamente, foi também uma demonstração da enorme força americana em influenciar uma determinada visão de mundo através das artes, especialmente o cinema, uma lição que deveríamos aprender ao invés de tentar desmoralizar nossas conquistas.

Refiro-me ao velho insulto de que se não fossem os americanos os europeus, especialmente a França (a nêmesis cultural americana), estariam falando alemão. Errado, estariam possivelmente falando russo. Sim, porque se existe um ganhador solo na quela guerra, então este foi a União Soviética.

Os números falam por si. Ela sozinha respondeu por mais de 80% das baixas alemãs, em pessoal e material. E se alguém é responsável por mais de 80% de qualquer coisa, então ela é indiscutivelmente a campeã. As batalhas de Stalingrado e Kursk foram fundamentais na aniquilação das forças terrestres e de blindados respectivamente.

Da mesma forma, foram de suma importância no desmantelamento da força aérea germânica. Somente a marinha soviética teve um papel secundário. Mas a própria marinha alemã nunca foi uma força formidável.

QUE A MAIORIA DA POPULAÇÃO SE ALIMENTE DESTE MITO INFANTILIZANTE É ATÉ COMPREENSÍVEL

Evidentemente, a história é muito mais complexa. A enorme força produtiva da economia americana teve papel central na alimentação da máquina de guerra aliada. Nações de todo o mundo trouxeram contribuições fundamentais para o esforço de guerra. Mais soldados do Império Britânico lutaram na guerra, do que ingleses (inclusive 2,5 milhões de indianos. Mas não foi isto que o cinema americano ensinou.

Que a maioria da população se alimente deste mito infantilizante é até compreensível. Que seus líderes também acreditem nesta fantasia, é assustador. Presidente anteriores a Trump sabiam disto, assim como sabiam que a capacidade americana de destruir qualquer país que se oponha a eles não equivale a capacidade de vencer uma guerra contra qualquer um. Está aí a nova guerra no Irã (entre tantas) a demonstrar a diferença entre as duas coisas.

Trump e seu gabinete representam a vitória da arrogância e ignorância sobre o conhecimento histórico.

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