FOTOS \ MAFÊ LAGES
Poucos têm a sorte de ir à Paris uma vez na vida. Menos ainda conseguem ir mais de uma vez. Raros são os que, assim como eu, já tiverem a oportunidade de ir em anos consecutivos. Em junho de 2023 eu estava lá, aproveitando lindos dias de sol e caminhando pela cidade. Nesta viagem realizei um sonho: assistir um Grand Slam ao vivo. Roland Garros é uma experiência mágica, vi o Djokovic treinando de pertinho, via Bia Haddad jogar uma semi e ainda deu tempo para ver um jogo juvenil do fenômeno João Fonseca. Para alguns, extremos opostos, para mim, nem tanto: esporte e arte andaram de mãos dadas na minha viagem. Recordo-me de ver a exposição Andy Warhol x Basquiat na Fundação Louis Vuitton, e que arrependimento não ter comprado o livro de mesa!
Em 2024, lá estava eu de novo. A cidade um pouco mais fria, mas a magia era a mesma. As exposições mudaram: foi a vez de ver o Musée d’Orsay e uma exibição de 100 anos do surrealismo no Centre Pompidou. Sou um pouco clubista, uma das minhas favoritas foi ver a Tarsila do Amaral no Jardin du Luxembourg. Uma coisa continuou igual: o arrependimento de não ter comprado o livro da exposição (e pensar que eu já teria aprendido, né?). O ano foi outro, mas o tênis continuou igual, essa foi a vez de assistir o Rolex Paris Masters!
Até agora deixei de lado um ponto importante: a gastronomia. Se em 2023 foi a vez de conhecer o Le Tout-Paris no rooftop do Hotel Cheval Blanc, 2024 foi o ano da Torre Eiffel e da brasserie Bofinger. O Jules Verne tem um atendimento impecável e possui duas estrelas Michelin.
Já a Bofinger encanta com os frutos do mar, comi ostras e um principal de vieiras excepcional. Paris é daquelas cidades em que seus gostos podem continuar os mesmos, mas há sempre algo de novo dentro do nicho. Novas exposições, novos torneios, novos restaurantes, tudo igual e diferente. Quem sabe não dou a sorte de ir três anos seguidos?