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Não é sabedoria tentar solucionar um problema sem corrigir suas causas, mas é isso os que governam o autodeclarado sapiens buscam fazer. No caso, tomemos como exemplo a grave questão da obesidade.
Há quem celebre a chegada de novas drogas que inibem a vontade de comer e ajudam a per der peso; no plano individual, elas podem até ajudar; no plano social, pela sua natureza, são como enxugar gelo no forno quente, pois aplacam alguns efeitos sem eliminar as causas sociais e econômicas!
Sabemos todos que a obesidade decorre da alimentação inadequada, com falsos alimentos hiper processados, calóricos, viciantes, cheios de açucares e, principalmente, marketing agressivo. O sedentarismo, o estresse e a escassez de áreas verdes nas cidades agravam o problema. A nossa tóxica sociedade, ao invés de enfrentar e buscar eliminar essas causas, acata novas drogas que amortecem o problema hoje e, possível mente, agravam-no no longo prazo. Dessa forma, a chance de sucesso no enfrentamento da questão é zero!
Reconhecidamente, a raiz do problema é o estilo de vida atual. Nos EUA, até recentemente tido como exemplo de sucesso, a expectativa de vida tem decaído nos últimos anos, exatamente em razão da maneira como vivem e se alimentam. Reconhecidamente, é difícil mudar os hábitos, mesmo quando estes tornam-se maléficos, a ponto de matar pessoas. É o caso das drogas, legais ou não.
A dificuldade de mudar hábitos não deve ser motivo para não tentar. Pelo contrário, deve ser razão para buscar cooperação, juntar esforços e construir o caminho para aquilo que a maioria almeja: uma vida com segurança alimentar, saudável, com amplas oportunidades de conviver com pessoas queridas, de ver os filhos crescerem em ambiente sem medo e sem poluentes.
É DIFÍCIL MUDAR OS HÁBITOS, MESMO QUANDO ESTES TORNAM-SE MALÉFICOS, A PONTO DE MATAR
Ou então vamos continuar a permitir que gigantes envenenem a população e poluam o ambiente só porque criam empregos e pagam impostos? Não é chegada a hora de resgatar a sapiência que haja no ser humano para superar esse dilema em que fomos colocados?
