Saúde

Falhas em dados sobre câncer de pele dificultam diagnóstico e prevenção no Brasil

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A ausência de informações completas nos sistemas oficiais de saúde tem prejudicado o enfrentamento do câncer de pele no Brasil, segundo estudo divulgado pela Fundação do Câncer. A análise indica que falhas nos registros dificultam tanto o diagnóstico precoce quanto a formulação de estratégias eficazes de prevenção. As informações são da Agência Brasil. 

Levantamento baseado em dados de diferentes bases nacionais, como registros hospitalares e sistemas de mortalidade, identificou a falta de informações relevantes sobre pacientes. Entre os principais problemas estão a ausência de dados sobre raça e cor da pele em mais de 36% dos casos e a falta de informações sobre escolaridade em cerca de 26%.

De acordo com os pesquisadores, essas lacunas limitam a compreensão do perfil dos pacientes e dificultam a elaboração de políticas públicas direcionadas, especialmente em um país com alta incidência de radiação ultravioleta. A deficiência nos dados também reduz a capacidade de identificar desigualdades no acesso ao diagnóstico e tratamento.

Região Sudeste

A Região Sudeste concentra os maiores índices de ausência de informações sobre raça e cor da pele, tanto nos casos de câncer não melanoma quanto no melanoma. Já no Centro-Oeste, o principal problema está na falta de dados sobre escolaridade, o que também compromete análises mais detalhadas sobre a doença.

O câncer de pele é o tipo mais comum no país, segundo o Instituto Nacional do Câncer, e apresenta diferentes formas. Os tipos mais frequentes são os carcinomas basocelular e espinocelular, enquanto o melanoma, embora menos comum, é mais agressivo e tem maior potencial de disseminação.

Estimativas indicam que, entre 2026 e 2028, o Brasil deve registrar cerca de 263 mil novos casos anuais de câncer de pele não melanoma e mais de 9 mil de melanoma. A maior incidência está prevista para a Região Sul, que também apresenta altas taxas de mortalidade, principalmente entre os homens.

Além das falhas nos dados, especialistas destacam fatores de risco associados à doença, como exposição excessiva ao sol, histórico familiar e condições ocupacionais. Trabalhadores que atuam ao ar livre estão entre os mais vulneráveis, o que reforça a necessidade de medidas de proteção, incluindo uso de equipamentos adequados e atenção a sinais como lesões persistentes na pele.

Créditos: Pixabay

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