Saúde

Hipertensão pede acompanhamento frequente e cuidados diários

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A reclassificação dos níveis de pressão arterial no Brasil ampliou o alerta para casos considerados de risco. Pela nova diretriz, a marca de 12 por 8 deixou de ser considerada ideal e passou a indicar pré-hipertensão, medida adotada para estimular a identificação precoce de pacientes e evitar a progressão da doença. As informações são da Agência Brasil. 

Elaborado por entidades médicas como as sociedades brasileiras de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão, o novo parâmetro estabelece que a pressão normal deve estar abaixo desse nível. Já medições iguais ou superiores a 14 por 9 seguem como indicativo de hipertensão, com diferentes estágios definidos em avaliação clínica.

Doença silenciosa e fatores de risco

Caracterizada como uma condição crônica, a hipertensão arterial é marcada pela elevação da pressão do sangue nas artérias, o que aumenta o esforço do coração para manter a circulação adequada. O problema está entre os principais fatores de risco para doenças graves, como acidente vascular cerebral, infarto, aneurisma e insuficiência renal e cardíaca.

Embora seja herdada em cerca de 90% dos casos, a pressão alta também está associada a hábitos e condições de saúde. Tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, estresse, alimentação rica em sal, colesterol elevado e sedentarismo estão entre os principais fatores que contribuem para o aumento da pressão.

Os sintomas costumam surgir apenas em níveis mais elevados, o que dificulta a identificação precoce. Entre os sinais possíveis estão dor no peito, dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido, fraqueza, visão turva e sangramento nasal.

A recomendação do Ministério da Saúde é medir a pressão regularmente, já que o diagnóstico depende da aferição. Pessoas a partir dos 20 anos devem realizar o exame ao menos uma vez por ano, frequência que deve ser maior em casos de histórico familiar.

Acompanhamento médico

Sem cura definitiva, a hipertensão pode ser controlada com acompanhamento médico e uso de medicamentos, que são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde em unidades básicas e pelo programa Farmácia Popular. A retirada exige documento com foto, CPF e receita válida.

Além do tratamento medicamentoso, a orientação inclui mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, redução do sal, prática de atividade física, abandono do tabagismo, consumo moderado de álcool e controle de doenças associadas, como o diabetes.

Créditos: Pixabay

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