Saúde

Brasil registra forte recuo da dengue e melhora em indicadores de doenças infecciosas em 2026

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O Brasil registrou em 2025 o menor número de casos de malária desde 1979, com redução de 15% em relação ao ano anterior. No acumulado geral, a doença apresentou queda de 30%, com destaque para a diminuição das ocorrências em territórios indígenas. As mortes também recuaram 28%, passando de 54 para 39 registros no período analisado. As informações são da Agência Brasil. 

Entre os territórios mais impactados, a Terra Indígena Yanomami apresentou melhora nos indicadores, com redução de 22% nos casos e queda de 80% nos óbitos. O Ministério da Saúde atribui parte desses resultados à ampliação do diagnóstico e do acesso ao tratamento, incluindo o uso de tafenoquina em mais de 25 mil pacientes, além da intensificação da busca ativa e da expansão de testes rápidos.

Dados

No caso da dengue, dados divulgados pela pasta mostram que o país contabilizou 227,5 mil casos prováveis entre janeiro e 11 de abril de 2026. O volume representa uma queda de 75% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 916,4 mil casos.

A redução acompanha uma trajetória de desaceleração iniciada no ano passado, quando o total anual chegou a 1,7 milhão de registros, após o pico de 6,6 milhões observado em 2024. Segundo o Ministério da Saúde, o comportamento indica continuidade na diminuição da circulação da doença no país.

Enfrentamento

Entre as medidas adotadas no enfrentamento ao Aedes aegypti, o governo destaca a ampliação do uso de ovitrampas, armadilhas de monitoramento já presentes em 1,6 mil municípios e com previsão de expansão para 2 mil até o fim de 2026. Também estão em andamento iniciativas como o uso de insetos estéreis irradiados e a ampliação do método Wolbachia, que deve chegar a 72 municípios prioritários.

No campo da prevenção, a vacinação contra a dengue soma 1,4 milhão de doses aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, público-alvo da imunização desde 2024. Em 2026, o país também iniciou a oferta de uma vacina nacional de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em três municípios-piloto, voltada para pessoas de 12 a 59 anos. Profissionais de saúde também foram incluídos na estratégia, com mais de 300 mil doses aplicadas.

Créditos: Pixabay

 

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